Cuiabá, 27/09/2026

Contamos com a sensibilidade do governador, diz presidente do Sisma após demissões no Samu - vídeos

Sindicato cita prejuízos no atendimento à população e se reúne com deputados na ALMT

Kleyton Agostinho/Rdnews

O Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma) reuniu-se na manhã desta quarta-feira (15) com os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para tratar da situação gerada com a exoneração de 56 servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em entrevista coletiva realizada na ALMT, o presidente do Sisma, Carlos Mesquita de Magalhães, afirmou que a diminuição do funcionamento de ambulâncias do Samu, por exemplo, já acarreta prejuízos para a população.

"Vou dar um exemplo. No Parque das Águas, um trabalhador que estava preparando o aniversário em Cuiabá caiu de uma altura de mais ou menos 4 metros. Esse paciente levou mais de meia hora para ser atendido. Você tem noção do que é meia hora uma pessoa esperar um atendimento de ambulância? Quem vai dar satisfação para a família desse paciente? Eu acredito que ele está intubado, em estado grave, e a responsabilidade não é só do Executivo, também é do Legislativo. O que nós viemos hoje trazer para o presidente da Casa e para alguns deputados é que isso não pode acontecer", pontuou Mesquita.

O presidente argumentou que não há a possibilidade de esperar os esclarecimentos que, em tese, o ex-secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, dará na próxima quarta-feira (22), como foi convocado a fazer, tendo em vista os problemas que já estão sendo acarretados atualmente pela falta do serviço.

Carlos pondera que as ambulâncias precisam estar prontas para atendimento, pois urgências acontecem a qualquer momento. Mesquita ressaltou que, das 12 unidades que o Samu possui hoje em Cuiabá e Várzea Grande, apenas sete estão em pleno funcionamento.

"Nós não estamos querendo nenhum privilégio, estamos querendo trabalhar, fazer o nosso serviço. Infelizmente, o nosso secretário de Saúde está sendo muito intransigente. Estamos contando com a sensibilidade do governador e do novo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho", apontou.

Por fim, Carlos destacou que os serviços já estão paralisados por falta de pessoal e fez um apelo aos deputados.

"Não tem essa possibilidade de ficar esperando. As ambulâncias estão paradas e a população está sofrendo. E esta Casa de Leis tem responsabilidade", finalizou.