CPI vê preços acima do mercado em 15 contratos de aluguéis em Sinop
Assessoria
Secretário municipal de Saúde Manoelito Rodrigues é interrogado pela CPI dos Aluguéis de Sinop
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga os gastos da Prefeitura de Sinop com a locação de imóveis no município, identificou que, dos 59 contratos de aluguéis, em pelo menos 15, há diferença de valores.
A avaliação preliminar foi apresentada pelo vereador Wollgran de Lima (DEM), que é um dos membros e autor do pedido da CPI, com base em laudos elaborados por empresas contratadas pela Câmara.
Ao todo, três empresas foram contratadas pela Câmara, por meio de licitação, mas uma foi desabilitada. As duas que permaneceram fizeram avaliações dos contratos da prefeitura e os vereadores consideraram suspeitos apenas os que apresentaram mais de 13% de diferença nos valores. Os proprietários dos imóveis serão convocados para oitivas.
“Em cima dessa média eu comparei com o valor do contrato da prefeitura e calculei para mais e para menos. E encontramos esses que apresentaram uma média acima de 13% na diferença de valores”, explicou o vereador. Ele ressaltou que os avaliadores que assinaram os contratos da prefeitura também devem depor.
Várias oitivas de avaliadores já foram realizadas pela comissão. Nesta terça (03) o secretário municipal de Saúde, Manoelito Rodrigues, e o ex-gestor, o vereador Francisco Specian (PMDB), foram ouvidos pelos integrantes da CPI.
“Não fomos nós que determinamos o preço, foi pelo mercado na época e pelas pessoas que fazem avaliações, que passaram para os proprietários que entraram nas licitações”, explicou Francisco. Ele ainda pediu que os laudos elaborados pelas empresas contratadas pela Câmara sejam reavaliados.
CPI dos aluguéis
A CPI dos Aluguéis investiga os 59 contratos de locação de imóveis da prefeitura. Segundo os vereadores, são gastos cerca de R$ 427 mil, por mês, com aluguéis e anual aproximadamente R$ 5,1 milhões.
Em um dos casos, que resultou na instalação da CPI, o salão, localizado no Setor Industrial, que seria utilizado para instalação da Farmácia Regional, chegou há ficar sete meses sem ser utilizado com um custo mensal de R$ 22 mil ao Executivo.
Compõem à CPI os vereadores Fernando Brandão (PR) – presidente, Ademir Bortolli (PMDB) – relator, Nevaldir Graff (PMDB), Fernando Assunção (PSDB) e Wollgran de Lima (DEM) como membros. Eles têm até o dia 28 de maio para conclusão dos trabalhos e apresentar relatório à Mesa Diretora.