Cuiabá, 03/11/2026

Eder assume presidência do Operário FC e quer mudar nome para Flamengo de MT

Gilberto Leite

O ex-secretário Eder Moraes, que assume diretoria do Operário FC, que deve mudar nome

O ex-secretário Eder Moraes assumiu o Operário Futebol Clube, time várzea-grandense fundado em 2002 e que está em processo para mudar de nome para Flamengo de Mato Grosso. Presidente por procuração, Éder já dirigiu o Mixto entre 2012 e 2014, e pondera que o fato de ter presidido o time não interfere em sua nova gestão.

“O presidente de direito é Sebastião Viana que é o proprietário do clube. Em face dele residir no Rio de Janeiro (RJ), a gestão aqui precisa ser mais profissionalizada, melhorar a gestão do clube, ter um centro de treinamento próprio, ter as categorias de base todas funcionando, estou pegando as coisas em andamento”, disse Eder ao #rdnews.

O ex-secretário lembra que quando presidiu o Mixto garantiu o campeonato da segunda divisão, e o vice-campeonato da primeira divisão, além de ter garantido a participação do clube nas séries C e D, com participação da Copa do Brasil e ter realizado o jogo de inauguração da Arena Pantanal.

Éder relata que a situação financeira do Operário é igual a de outros times do Estado, com poucos recursos e parceiros, e sua ida para a administração do clube terá como objetivo melhorar essas variáveis. “Os salários serão baixos, quem quiser vir, vai ter que vir bem consciente que são salários pequenos. Mas vão estar trabalhando com um dos melhores técnicos do Brasil, que é o João Lopes”.

O treinador João Lopes já conduziu a Portuguesa e o Rio Branco do Acre. “Para o currículo do atleta haverá um ganho muito grande por ter sido comandado por um técnico desta natureza, que é amigo de técnicos da primeira divisão, que é certificado pela União Europeia, vem do futebol Português. Está começando agora no Brasil e precisa fazer aquela subida que todo técnico precisa, escalada nas séries”.

Já a mudança do nome do Operário para Flamengo de Mato Grosso é uma proposta, que segundo Éder, é para acabar com a confusão com o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense (CEOV). “Em uma cidade de 200 mil habitantes ter dois times com o mesmo nome, não há necessidade disso, embora a patente Operário seja do Sebastião Viana, que é dono do Operário FC. Como já havia uma tradição do CEOV”.

Eder ressalta que a mudança do nome social será solicitada junto à CBF e caso não consiga, já que a confederação não quer proliferar nomes de clubes já existentes, existe um plano B, que será revelado no momento certo.