Elefanta Kenya morre aos 44 anos por problemas respiratórios: Partiu tranquila
Anúncio foi feito nas redes sociais da instituição, que recebeu a elefanta em julho deste ano
O Santuário de Elefantes Brasil anunciou que Kenya, uma das residentes do local, morreu na manhã desta segunda-feira (16). Kenya já vinha sendo monitorada desde o final de semana, em decorrência de problemas respiratórios e articulares.
"É com profunda tristeza que compartilhamos que Kenya faleceu nesta manhã. Sabemos que vocês caminharam cuidadosamente ao lado dela enquanto enfrentava desafios nos últimos dias, e toda essa energia esteve presente, envolvendo Kenya durante esse período tão difícil. É raro que um elefante seja cercada por tanto amor, vindo de tantas partes do mundo", escreveu o perfil do santuário nas redes sociais.
Após dias recebendo tratamentos médicos, tomando antibióticos, anti-inflamatórios e remédios para dor, Kenya demonstrou um cansaço fora do normal na noite passada, como explica o santuário. A elefanta não vinha dando sinais de que estava conseguindo se deitar, mas ontem deitou-se e durante a noite inteira não se mexeu, nem mesmo as patas.
Segundo a publicação, nesta manhã Kenya estava com os olhos um pouco mais abertos, mas permanecia calma. Suas tratadoras, que já haviam passado a noite em vigília com ela, notaram que, em determinado momento, sua respiração mudou e ela soltou "um suave trombetear de filhote enquanto partia de forma rápida e tranquila".
O santuário agradeceu a todos que enviaram carinho à elefanta, que, mesmo vivendo sozinha durante anos, construiu um forte vínculo com Pupy, outra residente do local que partiu também este ano. A instituição esclareceu que está em contato com equipes da universidade para realização de necropsia, mas reforçou que o procedimento leva meses para estar finalizado.
História de Kenya
Kenya passou a vida em isolamento no Ecoparque Mendoza, cercada por paredes de concreto e chão duro e compactado. Sem um solo macio para se banhar em pó e sem companheiras para compartilhar o espaço, seu mundo tem sido pequeno e imutável.
Em alguns momentos, ela se recolhia sozinha dentro do galpão de concreto. Em outros, expressava frustração pressionando o corpo contra as paredes do recinto. Ainda assim, ao longo de tudo isso, Kenya demonstrou uma resiliência silenciosa — respondendo à gentileza e à paciência com pequenos, mas significativos, sinais de confiança.