Em assembleia, professores da UFMT escolhem não aderir à greve nacional
A Associação de Docentes da UFMT (Adufmat) informou que os docentes discutem outras formas de mobilização
Os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) escolheram não aderir à greve nacional da classe durante assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (4). Inicialmente, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) havia indicado o dia 15 de abril para o início da greve, cabendo a cada sindicato regional organizar reuniões para decidir sobre a adesão ou não à mobilização.
Segundo informações, a votação para aderir à greve teve 81 votos a favor e 97 contrários. A Associação de Docentes da UFMT (Adufmat) informou que os docentes discutem outras formas de mobilização em favor da valorização da categoria.
Em contrapartida, os trabalhadores técnicos-administrativos da UFMT estão em greve desde o dia 15 de março. Entre as reivindicações, a categoria pede o fim da lista tríplice para eleição da reitoria e reestruturação do plano de carreira.
Aprovação da Andes
A Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes) aprovou o indicativo de greve dos professores das universidades federais de todo o país no último dia 22 de março. Na ocasião, das 41 seções sindicais nas universidades, 37 aprovaram o indicativo de greve em assembleias passadas.
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) havia realizado uma reunião, junto a todos os campi, no dia 14 de março, quando todos votaram a favor da paralisação.
As reivindicações da categoria incluem o fim da lista tríplice para escolha do reitor, ampliação da política de cotas, reestruturação da carreira docente e a necessidade de instalação das mesas setoriais de negociação com o Governo. Além disso, a classe pede reforma salarial, já que não há contrapropostas do Governo.