Federação convoca associações para vetar que comércio de MT feche as portas
Comerciantes de Cuiabá suspenderam expediente para pressionar contra resultado das eleições
Rodinei Crescêncio/RDNews
Após repercussão de adesão de alguns comerciantes ao protesto contra a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silava (PT), o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat) convocou uma reunião com os presidentes da entidade nos municípios. Na pauta, as manifestações contrárias ao resultado das eleições presidenciais no país, o abastecimento de mercadorias e o funcionamento do comércio local. Após o encontro, ficou acordado que as empresas devem se manter funcionando para evitar interferências no andamento da economia.
A discussão conclamada pela Facmat foi motivada pelo cenário de protesto que tomou todo o Brasil após o anúncio da derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, no último domingo (30). Em Mato Grosso, onde o futuro ex-presidente alcançou 65,8% dos votos, as manifestações ganharam força não só nos bloqueios das rodovias federais, como foram seguidas por um grupo de comerciantes da Associação Comercial e Empresarial do Centro Sul de Cuiabá (Acec), que resolveu suspender o expediente de suas empresas na última terça (1).
Para o presidente da Facmat, as Associações Comerciais devem ser apolíticas. "Estamos preocupados em manter o comércio aberto e abastecido para as datas comemorativas que se aproximam, como Black Friday e festas de fim de ano, afinal, é o comércio que fornece alimentos e insumos para a população", explicou Jonas Alves.
Durante a reunião, ele reforçou que as associações, representadas pela Facmat, que congrega mais de 18 mil empresas em todo o estado, defendem a liberdade, a democracia e a garantia dos direitos individuais e coletivos dispostos na Constituição Federal.
"A manifestação de cada pessoa é individual, contudo, a Associação Comercial não pode ser exposta. Nós somos passageiros, mas as entidades são perenes", completou o presidente da Facmat, ao reforçar a importância de manter o funcionamento do comércio, a manutenção dos empregos e da renda e a sustentabilidade das empresas.
Por fim, Jonas Alves defendeu uma agenda positiva para todo o comércio, com o estímulo ao empreendedorismo. "Também precisamos proteger o que já foi conquistado até aqui, como as reformas trabalhista e previdenciária, e de continuar avançando com as reformas tributária e administrativa, fundamentais para a melhoria da competitividade e dos negócios", concluiu.