Hya anda pela primeira vez após acidente e vai passar por nova cirurgia no ombro
Hya Girotto Santos, de 21 anos, segue internada
A universitária Hya Girotto Santos, 21 anos, se levantou da cama de hospital em que está internada e andou pelo quarto, por cerca de dois metros, na tarde desta sexta (4). Segundo a família dela, foi a primeira vez que a jovem andou desde que foi atropelada na avenida Isaac Póvoas, em frente à Valley Pub, no último dia 23.
Hya foi atropelada pela bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, 33 - que está em liberdade após pagar fiança -, que conduzia uma caminhonete Renault Oroch. Além dela, também foram atropelados os jovens Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, que morreu no local, e o cantor sertanejo Ramon Alcides Viveiros, 25, que faleceu após passar dias internado em estado grave.
Desde o acidente, a jovem permanece internada. A princípio, foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal. Depois, após decisão judicial, foi levada ao Hospital Geral Universitário (HGU).
De acordo com o irmão dela, Leandro Girotto, a estudante tem apresentado melhoras frequentes. Segundo ele, Hya permanece na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), porém não está mais entubada e respira espontaneamente. Ela também passou a se alimentar com uma refeição pastosa servida na unidade de saúde.
Nesta sexta (4), a estudante teve um dos maiores avanços, até então, em seu processo de recuperação: conseguiu andar. “Ela estava ficando tonta, pois está há muito tempo deitada. Então, a fisioterapeuta a ajudou a caminhar pelo quarto”, explica Leandro.
Na segunda (7), a universitária passará por uma cirurgia no ombro. “Os médicos irão colocar uma placa de titânio para ajudar a reconstruir o ombro dela, que é a parte que ficou mais lesionada no acidente”, diz o irmão da jovem.
A princípio, chegou a ser cogitada a possibilidade de amputar o braço da jovem. No entanto, segundo o parente dela, a hipótese foi descartada pela equipe médica.
Depois do procedimento cirúrgico, Hya permanecerá na Unidade de Tratamento Intensivo e em observação. “Se os médicos avaliarem que ela melhorou, aí poderão retirá-la da UTI", comenta Leandro.
Por enquanto, a jovem não sabe das mortes dos amigos. “Ela pensa que estava sozinha no atropelamento, porque não se recorda da situação", diz. Segundo Leandro, uma psicóloga tem acompanhado a jovem e será a responsável por contar a ela sobre as mortes de Myllena e Ramon. "A minha irmã vai saber aos poucos sobre o caso, para não assustá-la e atrapalhar a recuperação”, explica.