Irmãos negam acusação e dizem que servidores se 'apossaram' do Incra
A defesa de Almir de Oliveira Ribeiro e Valéria de Oliveira Ribeiro, filhos da presidente da Uccmat Edileuza Ribeiro (PSC), acusados por servidores do Incra de integrar um esquema de corrupção na unidade avançada em Guarantã do Norte, afirma que as denúncias têm objetivo de mudar a chefia do órgão, hoje sob Luiz Cézar Solano. Acontece que Solano não estaria servindo aos caprichos de determinados servidores. "O que vem ocorrendo, deriva de ¨forças ocultas¨ que se apossaram de determinado órgão federal e que, agora, não aceitam deixar as velhas práticas, assim partem para o ataque, visando tão somente, extirpar o mal que, metaforicamente os assola, ou seja, Solano ", diz trecho da resposta encaminhada ao Rdnews.
A nota encaminhada ao Rdnews, a defesa também afirma que os acusadores, Antônio Carlos Paduna Lemes, Benedito Modesto Felisbino, Edmundo Alves Sobrinho e Luiz Carlos Tacito, já foram convocados pelo delegado da Polícia Federal Gabriel Costa de Jesus para responder ao inquérito 0058\13, o que indica que possuem antecedentes indicativos de seus comportamentos enquanto agentes públicos. "Informamos à sociedade, que o que ocorre no norte de Mato Grosso, é verdadeiro confronto entre a sociedade organizada e gestores alguns gestores públicos federais, sendo que, estes últimos, insistem em gerir a coisa pública consoante sua própria vontade, colocando à frente o seu próprio e individual interesse em detrimento do interesse público".
Assessores de Bezerra são acusados de integrar esquema de corrupção
Segundo memorando, encaminhado pelos servidores à direção nacional do Incra, Almir, conhecido como Be, teria exigido R$ 20 mil para emissão do documento chamado Baixa de Condições Resolutivas, garantindo a legalização de quatro lotes no PAC de Peixoto de Azevedo. Valéria, por sua vez, teria sido contemplada com o lote número 69 do Assentamento PA Padovani, entre Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte. A denúncia ainda indica que os irmão são ligados ao deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) e que as supostas irregularidades teriam ocorrido com anuência de Solano.
Na nota, a defesa afirma que Valéria e sua mãe Edileusa jamais foram assessoras de Bezerra. O documento também garante que Almir já não presta assessoria ao peemedebista há mais de um ano. Conforme a defesa de Almir e Valéria, os acusadores e a sociedade mato-grossense também devem respeito e consideração a Bezerra e Edileusa por todos os anos de vida política e partidária dedicada ao Estado.
Confira, abaixo, a íntegra da nota de esclarecimento