Máquinas retiram escombros do Shopping Popular após incêndio que destruiu o local
Guindastes fazem a remoção da estrutura da laje e derrubada das paredes que restaram de pé
Máquinas trabalham, nesta terça-feira (23), para remover parte dos escombros que sobraram do grande incêndio que destruiu completamente o Shopping Popular, atingindo mais de 600 lojas. A tragédia aconteceu no último dia 15.
Segundo informações do Shopping Popular, os guindastes estão fazendo a remoção da estrutura da laje, para ver se sobrou algo embaixo. Em seguida, irão derrubar as paredes que restaram. Pelo tamanho da edificação e das estruturas, estão sendo necessários dois guindastes.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A remoção completa dos destroços ainda está em fase de estudo de estrutura e não há medida definida, o que deve acontecer nos próximos dias. Os lojistas, em sua grande parte, estão sem definição de local para onde ir temporariamente, enquanto o problema não é resolvido.
Alguns dos lojistas instalaram suas bancas em tendas improvisadas na Avenida Carmindo de Campos. Sem estrutura, água, energia e usando banheiros emprestados, os camelôs lutam para recomeçar. Muitos não têm nenhuma mercadoria.
Na manhã desta terça (23), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou aos comerciantes que eles poderão atuar - temporariamente - no campo de futebol e pista de atlestismo do Complexo Esportivo Dom Aquino. O gestor anunciou ainda que na quarta-feira (24) irá assinar no local o projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal em regime de urgência, permitindo o uso do espaço pela Associação do Shopping Popular.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Enquanto isso, o complexo está sob responsabilidade da Defesa Civil municipal, que aguarda a conclusão da perícia e os trabalhos da Politec, para decidir os próximos passos. O Município e a Associação dos Camelôs também discutem medidas para resolver de forma paliativa o problema, encontrando um local adequado para os comerciantes.
O caso
O incêndio que deixou a construção completamente destruída aconteceu no dia 15 de julho. A perícia ainda não identificou a causa da tragédia. Durante a semana, o presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, e os comerciantes se reuniram e decidiram que iriam instalar as lojas temporárias no campo de futebol do Complexo Dom Aquino. No entanto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) emitiu posicionamento informando que as bancas provisórias dos lojistas devem ser posicionadas no espaço destinado ao estacionamento do local, e não no Complexo Dom Aquino, como planejado, já que o ginásio é um espaço de uso coletivo e público.