Cuiabá, 01/11/2026

Morre Orione, ex-presidente da FMF

O velório acontece na Capela Jardins até às 16h. O sepultamento está marcado para as 17h

Luiz Alves

 Ex-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) Carlos Orione

Morre aos 79 anos, o ex-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) Carlos Orione. O falecimento foi confirmado ontem (06), por volta das 20h30, no hospital Santa Rosa, em Cuiabá, causado por pneumonia, mas ele também enfrentava problemas de diabetes e do coração.

Devido aos problemas de saúde, o ex-dirigente pediu renúncia da presidência no início deste ano. Em seu lugar assumiu João Carlos de Oliveira, que comandará a entidade até maio de 2017.

Em 1973, foi nomeado como interventor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), onde se manteve no cargo até 1979. A partir de 1986, Orione foi eleito presidente da entidade, deixando a presidência apenas no início deste ano.

O ex-dirigente era procurador de Justiça aposentado e deixa cinco filhos de três casamentos. Orione é irmão do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Guiaratinga, Eduíno Orine.

O velório acontece na Capela Jardins, sala Orquídeas, até às 16h. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Parque Cuiabá.

Carreira

Natural de Guiratinga (região Sul de Mato Grosso), Carlos Orione se formou em Direito pela Faculdade de Direito Cândido Mendes (RJ) em 1962. Exerceu a advocacia nos anos de 1962 a 1968, em Guiratinga, e em 1968 ingressou na carreira do Ministério Público Estadual através de concurso, sendo promovido em 1973 ao cargo de procurador-geral da Justiça.

Além de outras nomeações pelo governo, exerceu os seguintes cargos: diretor administrativo das Centrais Elétricas Mato-grossense S.A. (Cemat); diretor administrativo do Instituto de Previdência do Estado de Mato Grosso (Impemat); e diretor do Centro de Processamentos de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat).

Durante mais três décadas controlando o futebol mato-grossense, Orione foi criticado em razão de ser “enterno” presidente da Federação. Ao longo dos anos, foi considerado dirigente ultrapassado e que não acompanhou a evolução do futebol.