MT deve ganhar duas novas rotas turísticas em aldeias indígenas; veja
As aldeias, que ficam Barra do Bugres e em Tangará da Serra, aguardam análise do Plano de Visitação e liberação da Funai
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Aldeia indígena do Povo Menane Haliti em Tangará da Serra
Dois novos roteiros em dez aldeias indígenas devem começar a receber turistas ainda este semestre em Mato Grosso: aldeias do Povo Umutina/Balotiponé, em Barra do Bugres (165 km de Cuiabá) e do Povo Menane Haliti, em Tangará da Serra (a 242 km da Capital). A novidade foi confirmada pelo secretário de secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Felipe Wellaton, em entrevista ao #rdnews. Atualmente, aldeias de 19 povos desenvolvem algum tipo de atividade turística no Estado, mas apenas sete rotas estão regulares.
Segundo Wellaton, o Plano de Visitação desses dois roteiros (Balotiponé e Haliti), documento exigido pela Instrução Normativa da Funai para regularizar qualquer atividade de visitação com fins turísticos que incida em Terras Indígenas, já foi finalizado e entregue à Funai. Agora, o Estado aguarda análise e liberação do órgão.
“Estamos com esses dois [roteiros] muito bem estruturados, que estão para ser lançados no próximo mês na FIT Pantanal e estamos aguardando a Funai fazer a liberação. Já têm plano de visitação, site, tudo certinho”, explicou.
Ao todo, seis roteiros em aldeias indígenas já estão em fase de análise aguardando liberação, sendo um em Barra do Bugres, um em Tangará da Serra, um em Juara e quatro em Apiacás. No entanto, segundo o secretário, as rotas dos povos Umutina/Balotiponé e Menane Haliti são as que estão mais próximas de começar a receber turistas.
Mapeamento do Etnoturismo em Mato Grosso aponta que, no Estado, 19 etnias das 40 que foram mapeadas nos polos Araguaia, Cerrado, Amazônia e Pantanal praticam atividades turísticas em seus territórios. São os povos Apiaka, Aweti, Bakairi, Cinta-larga, Enawene Nawe, Haliti-Pareci, Ikpeng, Kalapalo, Kamayurá, Karajá, Kawaiwete, Kuikuro, Mebengokre, Nafukua, Paresi, Wuajá (Wauará), Kayabi, Xavante e Yawalapiti.
No entanto, apenas sete rotas estão regulares, com o plano vigente:
- Povo Mebengokre, na TI Menkragnoti, em Matupá e Peixoto de Azevedo
- Povo Kalapalo, na TI Parque do Xingu, em Querência
- Povo Yawalapiti, na TI Parque do Xingu, Gaúcha do Norte
- Povo Kawaiwete, na TI Parque do Xingu, em Alta Floresta (duas rotas)
- Povo Kalapalo , na TI Pequizal do Naruvotu, em Alta Floresta
Além delas, outras oito rotas possuem o plano de visitação, porém sem a renovação.
“Após fazer esse mapeamento da situação de cada aldeia, começamos a estruturação para lançá-las no mercado, para criar esse mapa do etnoturismo. Para isso precisamos saber onde comer, o que fazer, onde se hospedar, quanto custa isso e como fazer”, esclarece.
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Aldeia indígena do Povo Balatipone-Umatina, em Barra do Bugres
Dentre as atividades desenvolvidas nesses roteiros estão a pesca esportiva, ecoturismo, turismo cultural e histórico, etnoturismo e observação de aves (birdwatching).
“Mato Grosso é a terra dos povos originários, carregamos muito contexto histórico e cultural que mostra que assim como território do Xingu foi demarcado no Brasil, a gente de fato é a terra desses povos”, pontua Wellaton.
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Aldeia indígena do Povo Balatipone-Umatina, em Barra do Bugres
O etnoturismo
Etnoturismo é uma modalidade na qual os turistas têm a oportunidade de imergir diretamente na vivência, tradições, patrimônio histórico e cultural de uma comunidade específica, especialmente as comunidades indígenas. Tal prática turística desempenha um papel significativo como meio de subsistência para as aldeias, proporcionando-lhes uma fonte de renda para sua sustentabilidade econômica.