Obras de novo Mercado Municipal começam e previsão de entrega é 2025
O antigo espaço era uma construção da década de 1960 e estava abandonado há mais de uma década
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Proposta arquitetônica para o Mercado Municipal de Cuiabá
As obras de reconstrução do Mercado Municipal Miguel Sutil, em Cuiabá, começaram nesta semana. O antigo prédio foi demolido em agosto do ano passado e o Consórcio CS Mobi, responsável pela obra, explicou que as licenças foram expedidas em junho deste ano. A previsão de conclusão da reconstrução é novembro de 2025, segundo o gerente geral de operação do Consórcio, Kenon Mendes.4
Rodinei Crescêncio
A previsão de conclusão da reconstrução é novembro de 2025, segundo o gerente geral de operação do Consórcio, Kenon Mendes
O espaço anterior era uma construção antiga da década de 1960 e estava abandonado há mais de uma década. O gerente apresentou o andamento da obra e o projeto previsto durante coletiva de imprensa nesta semana. De acordo com o projeto, o mercado terá oito pavimentos, sendo um térreo, um mezanino, um para praça de alimentação, três para garagem, um para eventos, um espaço multiuso e um rooftop (uma espécie de terraço) também para eventos.
Victor Ostetti/MidiaNews
Visão aérea de onde acontecem as obras para reconstrução do Mercado Municipal Miguel Sutil
Na praça de alimentação serão negociados restaurantes mais voltados para está visitando, e outros para os trabalhadores da região e também bares para um “happy hour”. A área do mezanino, que tem uma parte externa com vista da cidade, será fechada com vidro e climatizada. Além disso, o projeto prevê a fachada com uma cortina verde irrigável com água de reuso de ar-condicionado e pluvial. No prédio terá também espaços comerciais para lojas, clínicas, escritórios, consultórios e cursos.
“Quem conheceu o antigo mercado sabe que ele era muito degradado. É um patrimônio da cidade, então o fato de trazer vida de volta ao Mercado Miguel Sutil é um marco para a Capital. E junto com o mercado terão vagas de estacionamento, isso impulsiona todo o comércio daquela redondeza”, afirmou Kenon.
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Projeto para o Mercado Municipal de Cuiabá
De acordo com o consórcio, a ideia do projeto é um meio termo entre o Mercado do Porto e os shoppings da cidade.
“É uma estrutura de grande porte na região onde não há nada parecido. Os toldos dão cara de mercadão e a arquitetura dão conforto térmico. Cuiabá não precisa de mais um shopping ou de um mercado popular como Mercado do Porto. Então visamos um meio termo, com características de mercado que atrai a população do centro, com com lojas viradas para fora e viradas para dentro, e que não tivesse lojas de shopping porque nós já temos quatro”, explicou.
O mercado foi inspirado no mercado municipal de Lisboa. “Não poderia destoar da arquitetura existente, não podíamos fazer um prédio espelhado que vai ficar destoante do Centro Histórico, então conseguimos mesclar a arquitetura”, ressaltou. A empresa será responsável pela concessão do espaço por 30 anos.
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Mercadão em Lisboa é inspiração para projeto interno de Mercado Municipal de Cuiabá
Prazo
A demolição do antigo espaço foi em agosto do ano passado e na época o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que a entrega seria em dezembro de 2024. No entanto, nesta quinta (29), o gerente da CS Mobi explicou que o prazo nunca foi dezembro, pois ele conta três anos a partir da última licença expedida.
“O compromisso é de três anos a partir da última licença, que foi expedida em junho deste ano. A previsão contratual é então junho de 2027, mas nós temos o compromisso com a população de entregar até novembro do ano que vem”, disse.
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Confira, acima, o cronograma de obras da CS Mobi para todas as etapas do mercado, estacionamento rotativo e mobiliário urbano
Mercado tradicional
Com 63 anos de história, o Mercado Municipal foi construído na década de 1960 e foi o primeiro grande mercado da época, surgindo antes mesmo que o tradicional Mercado do Porto.
Na época, foram construídos os boxes e adequada a área, que atendeu tanto aos feirantes como algumas empresas que hoje são grandes, como a loja Casa das Tintas, que começou naquela época. Ele estava abandonado há pelo menos uma década. Os 18 comerciantes que sobraram no local foram retirados do local em julho do ano passado.