Cuiabá, 27/10/2026

Pivetta promete 22 unidades para PM e Bombeiros até o fim de 2027

Governador afirma que não há previsão de novo concurso e defende redistribuição do efetivo nos municípios de Mato Grosso

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a gestão construirá 22 novas unidades que serão compartilhadas entre equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar pelo estado. A declaração foi feita em entrevista coletiva, realizada após a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta da Segurança Pública (TAC), na manhã desta terça-feira (27).

"O importante é o ganho de escala, a rapidez e a segurança de que nós vamos fazer, no prazo máximo, até o final do ano que vem, estarão todas prontas essas unidades", declarou o governador.

Mayke Toscano/Secom-MT

 Pivetta aposta na integração entre PM e Bombeiros para ampliar a estrutura da segurança pública

As unidades do projeto Quartel Integrado PM-BM serão construídas nos municípios de Diamantino, Barra do Bugres, Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Arenápolis, Colniza, Itiquira, Brasnorte, Nova Bandeirantes, Vila Bela da Santíssima Trindade, Campinápolis, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, São Félix do Araguaia, Alto Garças, Marcelândia, Cotriguaçu, Porto Alegre do Norte, Confresa, Colíder, Guarantã do Norte e Juara.

Cada Quartel Integrado PM-BM terá 1.200 metros quadrados e custo estimado de R$ 2,5 milhões. O TAC também prevê a construção da Base Beira Rio em Cuiabá, com investimento de R$ 1,5 milhão.

O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, destacou a importância da estrutura para a prestação de serviços e os avanços obtidos com o acordo. “A gente não consegue prestar um bom serviço se não tiver uma estrutura em todo o estado para que esse serviço seja prestado ao cidadão. Estamos tendo uma grande evolução por meio desse TAC”, afirmou.

Tecnologia

Para o Sistema Prisional, está prevista a aquisição de solução tecnológica de segurança com inteligência artificial, no valor de R$ 4 milhões, e de um sistema de controle e monitoramento de acessos, no valor de R$ 4,3 milhões. Para essas duas finalidades, o Estado também deverá investir R$ 1,5 milhão em contrapartida.

O promotor de Justiça Mauro Zaque ressaltou que a segurança pública é pré-requisito para o desenvolvimento do Estado. “A sociedade de Mato Grosso é quem vai ser beneficiada. Não podemos pensar em um Estado pujante e em desenvolvimento sem segurança. A segurança é a base para o desenvolvimento, é a base para o investimento", ressaltou.

O acordo estabelece a aquisição de oito kits com equipamentos para os Centros de Operações da Polícia Militar (COPOM), além de 150 computadores de alto desempenho para a Polícia Judiciária Civil e 20 computadores para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT). Para os equipamentos destinados à Politec, está previsto investimento de R$ 306,1 mil.

O documento prevê ainda R$ 100 mil para a aquisição de peças e equipamentos destinados à melhoria da Cabine Lilás do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), unidade de atendimento a vítimas de violência doméstica.

Os recursos destinados às obrigações previstas no acordo incluem aportes do Ministério Público Estadual de R$ 12,3 milhões.

Corporação em números

Sobre a realização de um novo concurso público para as forças de segurança do estado, Pivetta pontuou que não há a previsão de um certame, mas, possivelmente, uma redistribuição de profissionais em alguns municípios.

"Pode haver, e eu acredito que há, em alguns municípios, má distribuição. Nós vamos melhorar essa distribuição agora, de maneira que a nossa polícia esteja onde o cidadão está, onde o povo está", reforçou.

Questionado sobre o déficit de policiais militares no estado, o governador afirmou que não acredita ser essa a realidade. No entanto, o efetivo previsto para a Polícia Militar foi fixado em 13.256 policiais militares pela Lei Complementar nº 847, publicada em julho deste ano.

De acordo com o lotacionograma da corporação, referente ao terceiro trimestre de 2026, entretanto, há um déficit superior a 5 mil policiais em relação ao quadro previsto. Na prática, o efetivo disponível é inferior a 8 mil militares. (Com informações da assessoria)