Primo de treinador conta que Caio Junior era cheio de ideias e sonhos
Alexandra Lopes
Primo do treinador Caio Junio, Neucir Belatto, durante entrevista ao Rdnews
O funcionário da Assembleia, Neucir Belatto, primo do técnico da Chapecoense Caio Junior, morto na tragédia de avião, na madrugada de hoje (29), na Colômbia, o descreve como um ser humano cheio de propostas, ideias e sonhos. “E ele estava realizando as coisas que queria”, afirma ao #rdnews.
O primo refere-se também a possível conquista da Copa Sul-Americana, quando o Chapecó enfrentaria o Atletico Nacional na final, nesta quarta (30). Caso consagrasse vitorioso, seria o principal título do treinador.
Em agosto deste ano, foi a última vez que Neucir teve contato pessoal com o treinador, quando o Chapecoense veio a Capital enfrentar o Cuiabá pela Copa Sul-Americana. “Passei o dia com ele, jantamos. Era uma ótima pessoa”, relata.
Caio Junior deixa dois filhos, Matheus e Gabriel Saroli, que moram com a mãe Adriana Saroli nos EUA. Matheus, 25 anos, inclusive, iria embarcar no mesmo vôo com o pai. No entanto, ficou impedido de seguir no vôo em razão de ter esquecido o passaporte.
Neucir explica que chegou a falar com a mãe do treinador Geni Saroli para prestar solidariedade. Conta que busca contado com os irmãos de Caio, Celso e Vladimir Saroli, mas ainda não conseguiu. “Falava com o Caio pelo Facebook. Tinha mais contato com o sobrinho dele, o Carlos Eduardo que também estava no vôo e faleceu”, lamenta.
Caio que é natural de Cascavél (PR), iniciou a carreira como jogador no Grêmio. Depois jogou em Portugal, onde defendeu as equipes do Vitória de Guimarães e Belenense. O então jogador encerrou a carreira no Paraná Clube.
Acidente
O avião que transportava a delegação da Chapecoense caiu na região de Antióquia, na Colômbia. O time iria para Medelín disputar a final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. Segundo informações das autoridades colombianas, 75 pessoas morreram. Sobreviveram o goleiro Follmann, o lateral Alan Ruschel, o narrador da Rádio Oeste Capital FM Rafael Henzel Valmorbida, a aeromoça Ximena Suárez e o membro da tripulação Erwin Tumiri.
Trajetória
Caio Júnior, 51, ex-jogador de futebol, e atualmente era técnico de futebol brasileiro. dirigiu vários times tradicionais do futebol brasileiro, como o Paraná Clube, Palmeiras, Bahia, Goiás, Flamengo, Botafogo, Grêmio, Vitória e Criciúma. No exterior, destacam-se as passagens por Vissel Kobe (Japão), Al-Gharafa (Qatar) e Al Jazira (Emirados Árabes). Dentre os títulos, foi campeão Baiano em 2013, com o Vitória.
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Nota do Luverdense
o presidente do Luverdense Esporte Clube (LEC), Helmute Lawisch, se solidarizou com todos os envolvidos neste trágico acidente aéreo .“Estamos tristes e será um dor irreparável. Conhecemos muitos destes atletas, profissionais e amigos da bola. Com certeza será um dia que nunca irá sair da memoria de todos que estão envolvidos ou não com o futebol”, explica o dirigente por meio de nota.
O presidente ainda ressaltou o trabalho desenvolvido por todos e o exemplo que a Chapecoense sempre será para o Luverdense. “Conversava e aprendi muito com o Sandro Pallaoro e com o Mauro Stumpf, presidente e vice presidente da Chapecoense. O Luverdense se espelhava e irá continuar seguindo o exemplo que a equipe de Santa Catarina apresentava no futebol nacional e internacional”
Por último, Helmute Lawisch deixou uma frase em que agradeço a todos da equipe da Chapecoense. “Aos amigos que se foram, obrigado pelo exemplo deixado”.
Morte de Edir de Marco
O ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio de Marco, lamentou a morte do irmão, dirigente Edir de Marco, que estava no vôo que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia.