Cuiabá, 31/10/2026

Rondonópolis terá um dos maiores parques urbanos do Centro-Oeste

Área de 250 ha fica na Vila Goulart; Percival diz que, mesmo custando R$ 100 mi, megaprojeto com praia, pista submersa de caminhada, autódromo e sambódromo será feito em seu mandato

O prefeito Percival Muniz, de Rondonópolis, segunda maior economia no ranking estadual e terceira maior em população, torna público um projeto urbanístico sobre o qual trabalha em silêncio há cerca de um ano. Trata-se do parque da Siriema, uma área de aproximadamente 250 hectares. Para ficar totalmente pronto serão necessários investimentos de cerca de R$ 100 milhões.

Vai ajudar a desenvolver a região da Vila Goulart, no entorno do rio Vermelho. Um dos acessos será com o prolongamento da avenida Lions Internacional. No outro extremo do parque e às margens da BR-364 devem surgir novos núcleos habitacionais.

Pela proposta, o megaprojeto será desenvolvido em duas etapas, tendo de um lado o parque do Sossego e, na outra ponta, o parque da Alegria. O arquiteto urbanista Alexandre Torres, presidente do Instituto de Pesquisa de Planejamento Urbano de Rondonópolis (IPPUR), é quem vem fazendo os ajustes, conforme avançam as discussões com o chefe do Executivo municipal. A última reunião no gabinete do prefeito aconteceu na sexta, 30 de agosto. O Rdnews se fez presente.

Reprodução

Pelo projeto, parque da Siriema, de 250 ha (espaço circulado em vermelho), terá 2 etapas, com parques do Sossego e Alegria e investimentos de R$ 100 milhões

Percival diz que o maior desafio e, ao mesmo tempo, legado, será conseguir lançar e concluir o parque, um dos maiores da região Centro-Oeste. Planeja até praia de um quilômetro de extensão, campo de futebol, quadra de tênis, pista submersa para caminhada, ciclovia de 12 km, sambódromo, autódromo e espaço para outros grandes eventos, serviços e comércio.

Apesar da euforia do prefeito com o projeto, há muitos entraves. Primeiro, questão ambiental e desapropriações. O Município deve negociar parte da área (34 ha) com alguns proprietários, já que nela não pode haver edificação. Existem também 5 famílias invasoras dentro da reserva, inclusive de preservação permanente. Nesse caso, considera possível obter a doação da iniciativa privada e, quanto aos invasores, chegar a um acordo para tirá-los dali. Segundo, o financeiro. Por enquanto, a prefeitura tem em caixa R$ 10,8 milhões, oriundos de compensação ambiental feita pela América Latina Logística Malha Norte S/A, a ALL, empresa responsável pela construção da ferrovia que liga Alto Araguaia a Rondonópolis.

E os demais recursos para viabilizar o parque? Percival acredita que não faltarão apoios das empresas e da classe política. Quer convocar para uma ampla reunião o que chama de investidores da área imobiliária e vereadores, já que a legislação deve passar por ajustes. Acredita também na ajuda, por meio de emendas, da bancada federal. Mesmo com a exigência de R$ 100 milhões para o megaparque, Percival acredita em sua viabilidade, inclusive no seu mandato. “Eu vou fazer esse parque neste mandato. Isso passou a ser minha agonia diária. Assim, eu me sinto realizado em oferecer à cidade lazer e qualidade de vida. É um trabalho coletivo”, diz o prefeito, enquanto conversava com o engenheiro Torres e tragava o “inseparável” cigarro, numa sala anexa ao seu gabinete.

O projeto está em fase de implementação, que passa por aquisição da área, plano diretor do parque, licenças ambientais e conclusão dos projetos dos equipamentos que serão instalados. O prefeito destacou um engenheiro e dois arquitetos para tentar avançar na proposta. Ao mesmo tempo, busca levantar recursos, negociar compensações ambientais, chamar o Ministério Público para a discussão e transformar a área em patrimônio público.

Romilson Dourado/Matussalém Teixeira

Prefeito Percival Muniz e o arquiteto Alexandre Torres, presidente do IPPUR e coordenador do megaprojeto do parque da Siriema, um dos maiores do Centro-Oeste