Suposto atirador visitou escritório de advogado um dia antes do crime; vídeo
Câmeras mostram que o suspeito chega a conversar com a vítima, o advogado Roberto Zampieri, e com o sócio dele
Antônio Gomes da Silva, suspeito de ser executor da morte do advogado Roberto Zampieri, de 63 anos, foi filmado um dia antes dentro do escritório do jurista. Câmeras de segurança flagram o suposto executor do homicídio conversando com a vítima no dia 4 de dezembro. No dia 5, Roberto foi executado a tiros, em uma emboscada ao deixar o seu escritório, no bairro Bosque da Saúde.
Nas imagens de segurança é possível ver que Roberto estava acompanhado pelo seu sócio e na presença do suspeito. O advogado é o primeiro a deixar o espaço. Ele conversa um pouco com os dois homens e logo depois sai do alcance das câmeras. Antes de sair, ele ainda cumprimenta o suspeito com um aperto de mãos e um toque no ombro.
Antônio, no entanto, passa parte do vídeo próximo da porta, com o que parece ser um celular na mãos e apoiado em uma muleta, aparentando algum tipo de dificuldade de mobilidade.
Em dado momento, ele inicia uma conversa com o sócio de Roberto e se apoia no balcão em frente a uma mesa na qual o outro advogado está sentado. Ao conversar com o sócio da vítima, o suspeito não parece se preocupar com que ele veja o seu rosto, apesar de usar uma boina. Depois de alguns minutos, ele se despede e sai do escritório.
Antônio Gomes foi preso nesta quarta-feira (20), em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Uma mulher, suspeita de ser a mandante do crime, também foi presa hoje, em Patos de Minas. De acordo com as Delegacias Especializadas de Homicídios e Proteção a Pessoa de Cuiabá e de Belo Horizonte, ele é o principal suspeito do crime. As informações preliminares apontam que o suspeito deve ser transferido para Cuiabá, com o intuito de agilizar a conclusão das investigações.
O caso
Zampieri deixou o escritório de advocacia em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado. Após o homicídio, a Polícia Civil informou que a principal linha de investigação é de que o crime seja a mando de alguém relacionado ao trabalho da vítima, já que Roberto atuava em casos criminais de alto valor.
Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de seguranças de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.