Técnicos da UFMT aderem a ato nacional e paralisam atividades a partir desta 5ª
Entre as reivindicações, os técnicos pedem o fim do ponto eletrônico e abertura de concurso para todos os cargos
Técnicos administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) anunciam paralisação por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (14). A greve é parte de um movimento nacional dos técnicos e os serviços serão mantidos em 30% do funcionamento.
Desta vez, as reivindicações incluem a reestruturação do plano de cargos e carreira, revogação da IN/2023 que impede o direito à greve, fim da lista tríplice para eleições a Reitoria, fim do ponto eletrônico, normatização de horas fixas, reposição do quadro de funcionários com abertura de concurso para todos os cargos, contra a reforma administrativa e fim de normativas que dificultam o direito à insalubridade.
Conforme o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT), a guarita que dá acesso a UFMT via bairro Boa Esperança será fechada como ação estratégica para reduzir a movimentação no campus. Já a guarita da avenida Fernando Correa ficará aberta, porém com panfletagens e ações dos trabalhadores.
Reprodução/Sintuf-MT
Segundo a coordenadora geral do Sindicato dos Técnicos e Administrativos da UFMT (Sintuf-MT), Luzia Melo, a paralisação é para protestar a proposta do Governo Federal de 0% de reajuste do salário dos técnicos.
“Nós temos os menores salários de todo o Poder Executivo Federal. Não dá para continuar com essa situação. O Governo simplesmente concedeu reajustes esse ano para carreiras que possuem um salário muito maior, lutamos pela isonomia, pelo respeito a educação”, explica a coordenadora.
Para o funcionamento parcial, o Comando da Greve priorizou o atendimento nos setores de segurança, biotério, Hospital Univeristário Julio Muller e o Hospital Veterinário. Além desses, a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), Pró-reitoria de Administração (Proad), Secretaria de Tecnologia e Informação (STI), Secretaria de Comunicação (Secom) e a Coordenação de Assistência Social e Saúde (CASS) funcionarão em atividades específicas.