Tudo que venha atingir os Bombeiros vou brigar, diz comandante de Sinop
Lavínia Sbruzi
Tenente-coronel Hector Péricles diz que não vai admitir interferência política no Corpo de Bombeiros
Poucos dias após assumir o Comando Regional III do Corpo de Bombeiros, em Sinop, o tenente-coronel Hector Péricles já teve que administrar algumas polêmicas envolvendo a instituição. Vinculado a possíveis influências políticas do PSDB, ele garante que não permitirá que estas questões atinjam a imagem do Comando.
O primeiro embate travado pelo novo comandante foi sobre a liberação do Estádio Gigante do Norte, para a partida de estreia do Sinop Futebol Clube, no Campeonato Brasileiro. Hector admite que houve pressão política, mas não permitiu influências na imagem da instituição.
“Eu sou muito incisivo e vivo o Corpo de Bombeiros 24h. Tudo que venha atingir os Bombeiros, operacional ou moralmente, eu vou brigar. A polêmica vai existir, mas por minha parte não haverá politicagem, e sim para fazer o certo que a lei cobra”, assegura.
Após o caso do estádio, outro assunto é a liberação de funcionamento do Aeroporto Municipal João Batista de Figueiredo. “O aeroporto já tem cinco anos para se adequar, na sessão contra incêndio. Quando eu assumi a primeira coisa que fiz foi ver o local”.
O tenente-coronel comparou a estrutura de Sinop com o aeroporto de Sorriso, inaugurado esta semana e que comportará uma unidade do Corpo de Bombeiros, cujo espaço deve ficar pronto em 60 dias. Em Sinop, prefeitura e Corpo de Bombeiros devem assinar um Termo de Cooperação Técnica (TCT) e, para que o aeroporto continue operando, terá que ser comprovado que há o mínimo exigido na sessão contra incêndio, em 40 dias.
A adequação completa deve ser feita com a assinatura do termo. “Não posso assinar um termo ano a ano, tem que pensar 15 anos. A gente tem que ter responsabilidade com o dinheiro público, com as pessoas e responsabilidade técnica”.
Novo comando
O Comando Regional III abrange 19 municípios da região Norte do Estado, com quatro quartéis localizados em Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. O tenente-coronel acredita que uma das melhores formas de superar as dificuldades de infraestrutura são as parcerias com o Executivo e a sociedade civil organizada.
“Como o poder público não tem essa perna rápida para acompanhar o crescimento populacional, parcerias com o Executivo municipal ou com a sociedade civil organizada são o caminho. A união é o caminho. Como regional eu tenho que buscar essa parceria para tentar desenvolver um serviço melhor para a população, e melhorar a condição de trabalho dos meus homens”, conclui.