Última elefanta de cativeiro da Argentina está a caminho de Chapada; veja vídeo
O percuso até o município tem cerca de 3.400 km e está sendo registrado na rede social do Santuário
A elefanta africana Kenya foi a última a deixar o cativeiro em Mendoza, na Argentina, e está a caminho do Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá). O percuso até o município tem cerca de 3.400 km e está sendo registrado pelas redes sociais do santuário. Um vídeo foi publicado nessa segunda (7), veja:
Segundo o Santuário, Kenya chegou ao zoológico Ecoparque Mendoza, na Argentina, em 1980, com cerca de 3 ou 4 anos. Ou seja, passou mais de 45 anos da sua vida presa e refém de seres humanos. "E também sabemos que foi privada, por tempo demais, de uma vida natural e digna. Isso começa a mudar hoje", relatou o santuário.
Antes mesmo de iniciar todo trajeto - que pode ser cansativo e desgastante para o animal -, Kenya já havia dado sinal positivo para entrar na caixa de transporte. O tempo de duração da viagem é de 5 dias. Kenya fará o mesmo trajeto percorrido pelas elefantas asiáticas Pocha e Guillermina, em 2022.
Ainda de acordo com o Santuário, durante todo o caminho, a própria elefanta é quem determina o ritmo da viagem, como paradas para descanso e o tempo de deslocamento.
História de Kenya
Kenya passou a vida em isolamento no Ecoparque Mendoza, cercada por paredes de concreto e chão duro e compactado. Sem um solo macio para se banhar em pó e sem companheiras para compartilhar o espaço, seu mundo tem sido pequeno e imutável.
Em alguns momentos, ela se recolhia sozinha dentro do galpão de concreto. Em outros, expressava frustração pressionando o corpo contra as paredes do recinto. Ainda assim, ao longo de tudo isso, Kenya demonstrou uma resiliência silenciosa — respondendo à gentileza e à paciência com pequenos, mas significativos, sinais de confiança.
Ela será a segunda elefanta africana a viver no Santuário de Chapada, juntando-se à nossa mais nova residente, Pupy, que chegou em abril de 2025. A chegada da Kenya traz consigo a possibilidade de conexão e companhia — algo que ambas têm sentido falta.