Cuiabá, 16/10/2026

VG está entre as 20 cidades com o pior investimento em saneamento básico

O município também está no ranking dos municípios com a pior colocação da última década

Várzea Grande ocupa a 12ª posição dos 20 municípios com o pior investimento em saneamento básico entre as 100 cidades mais populosas do país. O Ranking do Saneamento, realizado pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados, comdados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) aponta que, no ano de 2024, o Poder Público do município investiu R$ 25,91 por habitante, sendo que o patamar mínimo é de R$ 231,09 por habitante.

No quadro geral, entre os 100 municípios, analisados, Várzea Grande manteve a mesma posição do ano anterior, 92ª. O município possui um problema crônico quanto ao abastecimento e distribuição de água, além do baixo indicador de tratamento de esgoto que está em 26,20%, conforme apresenta o Trata Brasil.

Trata Brasil

Segundo o levantamento, todo o país enfrenta dificuldades quando se fala em saneamento básico, porém, os municípios que estão abaixo do patamar nacional médio para a universalização - que é o caso de Várzea Grande - acabam tendo uma grande dificuldade para atingir às metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico em tempo hábil, pois dentre os seus objetivos estão: oferecer coleta e tratamento de esgoto a 90% da população e fornecer água potável a 99% da população, até o ano de 2033.

“Observa-se que mais investimentos proporcionam melhoras significativas nos indicadores de saneamento básico. No caso dos 20 melhores, o Indicador de Atendimento Total de Água (ITA) é 21% superior àquele encontrado no grupo dos 20 piores municípios. O Indicador de Atendimento Total de Esgoto (ITE) é 242% superior, e o Indicador de Tratamento Total de Esgoto (ITR), 286% maior”, diz trecho do ranking do saneamento.

O levantamento aponta ainda que o município está entre os 20 municípios com a pior colocação nos últimos 10 anos, conforme mostra a tabela abaixo:

Trata Brasil

Outro agravante relacionado à precariedade ou ausência de saneamento básico são as doenças as quais a população estão em risco, dentre elas destacam-se:

  • Diarreia
  • Disenteria
  • Febre Tifóide
  • Cólera
  • Leptospirose
  • Hepatite A
  • Verminoses
  • Giardíase
  • Amebíase
  • Arboviroses

"Esta edição do Ranking destaca que além da necessidade de os municípios alcançarem o acesso pleno do acesso à água potável e atendimento de coleta de esgoto, o tratamento dos esgotos é o indicador que está mais distante da universalização nas cidades, mostrando-se o principal gargalo a ser superado. Temos menos de 10 anos para cumprir o compromisso de universalização do saneamento que o país assumiu para com os seus cidadãos", aponta Luana Siewert Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil.

Procurado, o Dae não se posicionou sobre a situação até a publicação da matéria.