Cuiabá, 31/10/2026

Zaeli não teria pago laboratório; pacientes são barrados em VG

     Os postos de saúde de Várzea Grande estão sem especialistas para realização de exames de endoscopia há mais de um ano, segundo informou uma funcionária da maior unidade do município, conhecido como “postão”. A situação é ainda mais grave, já que os exames não estariam sendo feitos devido ao não pagamento do convênio firmando entre a prefeitura e o laboratório que presta este serviço.

     De acordo com a pessoa que realizou a denúncia, um médico requisitou que sua mãe fizesse uma endoscopia, mas foi surpreendida pela negativa do laboratório. “Fui informada por uma funcionária de que o prefeito não havia pago o convênio com o laboratório que faz os exames, mas que teria um jeitinho. Imagina qual foi o jeitinho que ela me propôs?”, diz trecho da denúncia.

     Segundo a funcionária do postão, entretanto, quando um paciente precisa fazer algum exame, o pedido fica no setor de regulação e em seguida é solicitado à secretaria municipal de Saúde, que autoriza a realização no local indicado. O secretário, Marcos José, por sua vez, ficou indignado com a denúncia.

     Ele informou que todas as questões estão sendo analisadas e que nestes 30 dias em que está comandando a secretaria já conseguiu colocar muita coisa em ordem. “Peguei isso aqui tudo bagunçado, mas ninguém do laboratório me procurou. Já equacionei muita coisa, mas eles têm de vir a mim. O que é devido a prefeitura não vai deixar de pagar, mas eu não vou dar um centavo para ninguém sem antes analisar a situação”, pontuou.

      A usuária do sistema, contudo, não mostra indignação apenas com o caos na saúde, mas também com o fato da prefeitura não pagar convênio com o laboratório e patrocinar um campeonato de futebol no valor de R$ 100 mil. “Para minha surpresa fui informada que o senhor prefeito (Tião da Zaeli) gastou o valor de R$ 100 mil, por meio da secretaria de Esportes, fazendo campeonato de futebol e que cada dirigente ganhou mais R$ 10 mil para se manter durante o evento”, disparou.

      Além disso, consta na denúncia, que os dirigentes do campeonato manipulavam o resultado dos jogos. “Eles queriam, além do dinheiro para se manter, aumentar as possibilidades de receber o prêmio. Alguns deles colocaram duas ou três equipes com nomes diferentes, por exemplo, Guarani do Jardim Paula A, B e C. Esporte é importante, mas uma população doente não pratica esporte”, ponderou a denunciante.