Vereadores, 13º e a demagogia
"Jogando para a plateia", como se diz no futebol, Dilemário Alencar, Felipe Wallaton (foto), Marcelo Bussiki e Toninho de Souza agiram com demagogia, oportunismo e por interesse eleitoreiro no processo que resultou na aprovação do 13º salário para os parlamentares da Capital, incluindo eles próprios. Em plenário, Toninho votou contra, Wellaton e Bussiki também se opuseram, mas deram voto favorável na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, e Dilemário, disfarçadamente, se ausentou na sessão da última terça, quando foi aprovado o "pacote da bondade", inclusive o 13º e RGA de 4% para os 25 vereadores. Na reunião do Colégio de Líderes de 12 de junho deste ano, Dilemário e Toninho assinaram "termo de deliberação" que já autorizava estudo técnico para subsidiar a implantação da gratificação salarial. Bussiki foi o articulador e quem ajudou a calcular para se chegar aos 4% de RGA. Nesta semana, antes da votação, o presidente da Câmara Justino Malheiros se reuniu com os líderes dos partidos. Avisou que só colocaria a proposta em votação se todos aprovassem-na. E, naquele momento, garantiram o "sim". Já em plenário, sob olhar da imprensa e de populares da galeria, alguns votaram contra, não sustentando em público o que combinaram em privado.