Família Barbosa e Silvio tiveram delações homologadas e benefícios leia delação
Além do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), outros três membros de sua família também firmaram acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A esposa Roseli Barbosa, o filho Rodrigo Barbosa, e o irmão Antônio da Cunha Barbosa Filho tiveram as delações homologadas pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), por participação da mesma organização criminosa.
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Trecho da delação onde constam os nomes dos delatores de esquemas corruptos em Mato Grosso
As delações da família Barbosa foram elaboradas pelo advogado Délio Lins e Silva Júnior, que assumiu a defesa de Silval em maio deste ano.
O pacote de delações ainda integra o ex-chefe de Gabinete de Silval Silvio Corrêa, que chegou a ficar preso com o ex-governador no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Com o acordo, os delatores serão beneficiados com a redução de 2/3 das eventuais penas.
Na delação, Silval concordou em narrar crimes em troca da redução de uma eventual pena. Ele concordou em permanecer 20 anos em reclusão, sendo três anos e seis meses em regime domiciliar diferenciado, com uso de tornozeleira; dois anos e seis meses no regime semiaberto, com tornozeleira e recolhimento em casa das 22h às 6h; e o restante da pena no regime aberto diferenciado, sem tornozeleira, devendo comparecer mensalmente ao juízo.
Além disso, durante todo o cumprimento da pena, ele deverá se abster de ocupar cargo público. Silval também concordou em pagar uma indenização de mais de R$ 70 milhões. Para efetuar esse pagamento, ele terá de entregar diversos bens, tais como um lote urbano em Sinop de R$ 860 mil; uma fazenda em Peixoto de Azevedo, avaliada em R$ 33 milhões; outra fazenda em Peixoto de Azevedo de R$ 10,4 milhões; uma aeronave avaliada em R$ 900 mil; um imóvel em Cuiabá de R$ 1,2 milhão.
Roseli
No acordo de colaboração firmado em 21 de março deste ano, a ex-primeira dama do Estado se comprometeu a prestar todas as informações para esclarecer os delitos executados no período em que ocupou a secretaria estadual de Trabalho e Assistência Social, entre 2010 a 2014, como o crime de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva e fraude à licitação.
Ela se comprometeu a pagar indenização no valor de R$ 2,4 milhões a serem revertidos aos cofres públicos. O valor será pago por meio de imóveis em seu nome, como um terreno localizado no Condomínio Portal das Águas, no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, avaliado em R$ 1,2 milhão; e um apartamento com três vagas no Edíficio Riviera da América, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, avaliado também em R$ 1,2 milhão.
Em relação aos crimes que são objetos do acordo, o cumprimento das infrações penais se limitará a sete anos de reclusão a serem cumpridos, inicialmente, em regime semi-aberto diferenciado com monitoramento eletrônico. Após, ela será beneficiada com a progressão de pena para o regime aberto, pelos 5 anos restantes.
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Silval Barbosa e Roseli já foram presos por cometerem crimes de corrupção no Estado
Rodrigo
O filho de Silval e Roseli se comprometeu a pagar R$ 3,5 milhões a título de indenização. Para a quitação, ele utilizará o valor de R$ 528 mil já pagos a título de fiança no âmbito da 2ª fase da Operação Sodoma, quando foi preso. Além disso, irá entregar os seguintes imóveis: dois lotes no bairro Rodoviária Parque, em Cuiabá, avaliados em R$ 280 mil; um apartamento no Edifício Manchester, no bairro Miguel Sutil, também em Cuiabá, no valor de R$ 310 mil; e um imóvel em Matupá, no valor de R$ 2,4 milhões.
Rodrigo se compromete em colaborar com as investigações da Operação Sodoma e a dois inquéritos da Defaz, em que é investigado pelos crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, lavagem de dinheiro e outros. Com o acordo, ele concordou em poder ser condenado a até 10 anos de prisão a serem cumpridos, inicialmente, em regime semi-aberto, com uso de tornozeleira, por dois anos. O restante da pena poderá ser cumprido em regime aberto.
Antônio
O irmão do ex-governador se comprometeu a revelar todos os delitos cometidos entre 2006 e 2014, quando participou de esquemas de corrupção. Ele concordou em permanecer 10 anos em reclusão, sendo um ano e três meses em regime semi-aberto, com o uso de tornozeleira; e prisão em regime aberto pelo restante da pena.
Ele ainda se comprometeu a pagar indenização no valor de R$ 3,4 milhões, por meio da entrega de dois imóveis: uma área rural de 1,2 mil hectares em Peixoto de Azeveto, avaliada em R$ 2,9 milhões; e um terreno localizado no Condomínio Portal das Águas, no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, avaliado em R$ 524 mil.
Silvio Corrêa
O ex-chefe de Ggabinete de Silval diz que pagará R$ 472,9 mil de indenização. Ele entrega um imóvel localizado no bairro Rodoviária Parque, em Cuiabá.
Ao se comprometer a contar tudo o que sabe e praticou de ilícito entre 2010 e 2014, Silvio concordou com a possibilidade da pena de reclusão de até 12 anos de prisão. Inicialmente em regime fechado, com uso de tornozeleira, pelo período de um ano. Em sequência, ele poderá ficar preso em regime semi-aberto por três anos e seis meses. O restante da pena poderá ser cumprido em regime aberto. Silvio é réu em diversas ações penais derivadas das operações Sodoma, Seven e Jurupari.
Confira, abaixo, a íntegra da delação.