Cuiabá, 12/10/2026

Pastor Valdemiro diz que conheceu Silval em culto e nega negócio em pousada

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Pastor Valdemiro Santiago nega ter feito negócio com ex-governador Silval Barbosa

O fundador da Igreja Mundial do Reino de Deus, apóstolo Valdemiro Santiago, rebate as declarações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e nega ter mantido “relacionamento comercial” com o político.

A declaração, por meio do advogado Dennis Benaglia Munhoz, foi em relação ao depoimento dado pelo peemedebista à procuradora da República Vanessa Cristhina Scarmagnani e integra o acordo de colaboração premiada (delação) com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No depoimento, Silval declara que Valdemiro negociou com ele a compra da Pousada Cristalino, localizada às margens do rio homônimo, em Novo Mundo, na divisa de Mato Grosso com Pará. De acordo com ex-governador, em 2014, convidou o pastor a visitar o local, sendo que Valdemiro, por ter gostado muito da pousada, propôs comprar o imóvel. A venda, segundo o político, foi negociada de forma verbal no mesmo ano, pelo valor de R$ 1,5 milhão.

Antes mesmo de finalizar a compra, Valdemiro teria começado a agir como dono da pousada, colocando um funcionário para administrar o local. A venda de metade da pousada só foi oficializada em 2016, pelo irmão de Silval, Antônio Barbosa, que era proprietário “no papel”.

O peemedebista diz que o contrato não consta o nome de Valdemiro, mas de Franciléia de Castro Gomes de Oliveira, esposa do apóstolo.

Por meio de nota, a defesa do pastor nega que ele tenha se encontrado com Silval na pousada. Relata que a única vez que estiveram juntos foi em um evento religioso no Estado, quando o então governador pediu “orações”.

“A proposta de venda de parte da área, que não trata-se de fazenda, mas sim de rancho adjacente a rio, foi ofertada em outra ocasião, pelo Antonio Barbosa, irmão do ex-governador, junto ao bispo Rildo Teixeira, então representante estadual da Igreja Mundial do Poder de Deus”, diz trecho da nota.

Conforme Valdemiro, a transação foi intermediada pelo bispo e por representantes da família de Antonio, restando a compra realizada pela esposa do apóstolo, bispa Franciléia de Oliveira, “observando todos os aspectos legais vigentes”.