Depois de quase 2 anos, reabastecimento de gás natural será retomado em outubro
Em outubro, o abastecimento de Gás Natural deverá ser retomado depois de um ano e 10 meses paralisado. A negociação com a Bolívia segue em ritmo acelerado, e o MT Gás já começa a colocar em prática os planos estabelecidos no começo do ano para que passe de uma empresa estatal que depende do Poder Executivo estadual para uma estatal lucrativa.
A meta é dentro de dois anos serem consumidos 5 milhões de metros cúbicos mensais de GNV boliviano em Mato Grosso, que deverá gerar R$ 8 milhões por mês. O volume é considerado o montante de demanda reprimida em Cuiabá. Se concretizada a estimativa, a MT Gás, que tem R$ 2 milhões de orçamento por ano, passará de dependente do Caixa do Estado para ser uma importante fonte de arrecadação.
Rodinei Crescêncio
O diretor-presidente da MT Gás, Rafael Reis, durante entrevista à jornalista Lídices Lannes, do RDTV, quando tratou sobre o acordo com empresa
O diretor-presidente da MT Gás, Rafael Reis, concedeu entrevista ao #rdnews nesta sexta (6), ocasião na qual também falou com o RDTV. Ele explica que foi assinado um contrato de transporte com a Gás Ocidente MT, que tem o gasoduto da Bolívia até Cuiabá. A empresa ficará responsável por fazer o transporte do GNV comprimido para abastecer postos e indústrias.
"Estamos focados no contrato firme que garantirá segurança no abastecimento. A MT Gás existe há 15 anos, mas nunca teve um contrato firme, neste período foram três paralisações, mas nunca teve um tão longo como este que já dura 1 ano e 10 meses”, relata Rafael.
A retomada da distribuição do Gás Natural e sua ampliação será feita em etapas. Na primeira, a partir do próximo mês, deverá abastecer 600 mil metros cúbicos mensais. Ao final de 2020, a meta é chegar a 2 milhões de metros cúbicos e ao final de dois anos, 5 milhões de metros cúbicos.
Com essa estimativa, o abastecimento passa a ser economicamente viável e, mesmo que a Usina Termelétrica de Cuiabá não volte a funcionar, o abastecimento continuará existindo. A paralisação da Usina foi um dos fatores que desmotivou a relação comercial com a Bolívia por parte da empresa que realizava o transporte via o gasoduto. Além dessa questão, houve problemas com a Petrobras e a J&F, holding que controla a Âmbar Energia, dona da Usina. Considerada uma indústria de grande porte, a termoelétrica consumia 2,2 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto que o Estado demandava da Bolívia 1,5 milhão de metros cúbicos por mês.
Rafael relata que a meta prioritária após a retomada efetiva do abastecimento, será a construção de uma estrutura para abastecer o distrito industrial de Cuiabá. Serão necessários R$ 18 milhões para a construção que deverá ligar o gasoduto na Rodovia dos Imigrantes até o distrito. A construção ficará pronta dentro de um ano e meio, conforme previsão da MT Gás.