Cuiabá, 10/10/2026

Empresas e consumidores perdem, diz sindicato sobre aumento do combustível

Carga Pesada

Presidente do Sindipetróleo Aldo Locatelli critica novo valor combustível 

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo/MT) avalia que o aumento na tributação sobre os combustíveis gera apreensão principalmente por causa do cenário de recessão no país e porque a revenda de combustível é um dos setores que trabalha com a menor margem de lucro do mercado.

O governo federal anunciou quinta (20) que as alíquotas que incidem sobre a gasolina, diesel e etanol iriam aumentar. As altas, que impactam toda a cadeia, da refinaria até os postos, já são sentidas pelos consumidores. O combustível, em Cuiabá, subiu a média de R$ 0,60, valor acima do previsto pelo governo de R$ 0,40, no caso do álcool, conforme constatado pela redação.

O Sindipetróleo explica em nota do presidente, Aldo Locatelli, que a carga tributária que incide sobre os combustíveis já é muito alta e que esse anúncio piora essa condição. A entidade classista afirma que no caso da gasolina, os tributais estaduais e federais correspondem a cerca de 50% do preço final.

“Se por um lado as distribuidoras de combustíveis em geral repassam os aumentos de impostos com agilidade, por outro a margem de lucro praticada pela ampla maioria dos postos é menor que o próprio aumento”, diz trecho da nota.

A entidade defende que o cenário vivido pelo país ainda é de recessão e que a decisão pode prejudicar o setor. Nesse contexto, parte dos postos tem operado com estoques baixos, por causa do alto custo do capital de giro. Por causa disso, a renovação dos estoques é realizada diariamente.

O sindicato ainda mostrou preocupação com o objetivo da medida governamental. De acordo com o Sindipetróleo, o aumento “transfere recursos do setor privado para o público. Todos saem perdendo: empresas, consumidores e a sociedade”.

Aumentos

O governo federal, por meio dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, anunciou na quinta o aumento nas alíquotas do PIS e Cofins que incidem sobre os combustíveis. Os novos preços já começaram a ser praticados nesta sexta.

As alíquota subiram de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota que antes era zerada, aumentou para R$ 0,1964. (Com Assessoria)