Cuiabá, 22/10/2026

Movimentação via Pix cresce 15,67% em Mato Grosso e chega a R$ 36,6 bi

Volume de setembro supera em quase R$ 5 bilhões o registrado um ano antes; estado tem o segundo maior crescimento do Centro-Oeste

Mato Grosso movimentou R$ 36,6 bilhões via Pix em setembro de 2026, alta de 15,67% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o volume chegou a R$ 31,68 bilhões. O resultado colocou o estado na décima posição do ranking nacional, com um acréscimo de quase R$ 5 bilhões em 12 meses.

Divulgação

 

Desde abril, as movimentações mensais superam R$ 35 bilhões. Segundo dados divulgados pela Fecomércio-SE e analisados pela Fecomércio-MT, o volume de setembro ficou acima do registrado no Ceará (R$ 34,61 bilhões), no Espírito Santo (R$ 33,66 bilhões) e em Pernambuco (R$ 32,21 bilhões).

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, o desempenho pode estar relacionado ao dinamismo da economia estadual, especialmente do agronegócio, comércio e serviços.

“A expansão das movimentações via Pix, que em 12 meses aumentaram quase R$ 5 bilhões, pode estar relacionada à forte atividade econômica e à maior adoção dos pagamentos digitais no agronegócio e no comércio local. O dinamismo da economia mato-grossense contribui para colocar o estado em posição de destaque no cenário nacional e regional”, destacou o presidente.

No Centro-Oeste, Mato Grosso teve a segunda maior taxa de crescimento na comparação com setembro de 2025, atrás apenas do Distrito Federal, que avançou 35,39%. Goiás registrou alta de 4,87%, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou queda de 2,34%.

O estado respondeu por 1,86% do volume financeiro movimentado via Pix no Brasil em setembro, quando as transações somaram R$ 1,974 trilhão. Na região Centro-Oeste, a participação mato-grossense foi de aproximadamente 21,77%.

O maior volume mensal registrado em Mato Grosso neste ano ocorreu em abril, com R$ 37,81 bilhões. Segundo a Fecomércio-MT, o resultado pode estar associado à sazonalidade das atividades econômicas, incluindo a colheita e a comercialização da produção agrícola.

Acesso ao crédito

O avanço dos pagamentos digitais ocorre em um cenário de maior dificuldade de acesso ao crédito. Em setembro, 50,5% das famílias entrevistadas em Cuiabá relataram dificuldade maior para obter crédito, ante 48% em agosto.

Os dados são da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT). O indicador geral de intenção de consumo caiu pelo quarto mês consecutivo.

Nesse contexto, a Fecomércio-MT avalia que a praticidade do Pix pode ajudar os consumidores a organizar as finanças e facilitar a gestão dos negócios.

“Em um cenário de maior dificuldade de acesso ao crédito, o Pix facilita o controle das despesas pelos consumidores e agiliza o recebimento dos valores pelas empresas. É uma ferramenta que traz praticidade e benefícios tanto para quem compra quanto para quem vende”, concluiu Tião da Zaeli.