Seca compromete 2ª safra do milho no Estado; perdas chegam a 28%
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IBGE aponta que produção de milho deve ficar em 15,7 milhões de tonrladas na safra 2015/2016
A quebra do milho 2º safra já chega aos 28,03% e pode "derrubar" a produção em pelo menos 6,1 milhões de toneladas no Estado. A previsão de queda na produção tem como base a safra anterior, 2014/2015. A forte estiagem é a grande responsável pela quebra, considerada a maior dos últimos 20 anos. Os dados são referentes à 4ª estimativa de safra 2015/2016 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estudo aponta que a produção deve ficar em 15,7 milhões de toneladas, bem abaixo das 21,8 colhidas no ciclo passado. O estrago causado pela seca é maior do que o previsto e em diversas áreas o cereal apresenta baixíssima produtividade. A previsão era colher ao menos 80 sacas por hectares, entretanto, o número não chegou a 70.
Por outro lado, o preço explodiu, oscilando entre R$ 30 e R$ 35. Em Campo Verde, por exemplo, chegou a ser comercializado a R$33,65, cerca de 8,55% mais caro se comparado ao mês anterior, e chega a dobrar se comparado aos preços praticados na safra anterior, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Mario Okamura
Em seu boletim semanal, o Imea mostra um cenário ligeiramente “melhor” se comparado com os dados do IBGE, onde a quebra seria de 2 pontos percentuais a menos (26,2%). A produção deve ficar em 19,3 milhões de toneladas ante 26,1 milhões de toneladas da safra anterior. Até o momento, 90% da produção já foi colhida e deve ser encerrada no final deste mês.
Para o gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, Claros Alfredo Barreto Guedes, é natural que no cerrado chova pouco nesta época do ano, mas não tão pouco assim. “É um ano atípico, sem dúvidas”.
Safra grãos
A quebra do milho puxou para baixo a estimativa da produção brasileira de grãos. Segundo levantamento do IBGE, a safra 2015/2016 deve alcançar 188,1 milhões de toneladas. Esse decréscimo equivale a 9,5% ou 19,7 milhões de toneladas em relação à safra 2014/15, que foi de 207,8 milhões de toneladas.