Abilio Brunini é eleito prefeito de Cuiabá com mais de 53% dos votos válidos
A vitória demonstra força do PL em MT, que conquistou a prefeitura da Capital e de cidades polos como Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis
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Abilio Brunini (PL) é eleito prefeito de Cuiabá com 53,80% e impondo vitória sobre Lúdio Cabral (PT), que teve 46,22% com 100% das urnas apuradas. Abilio é o candidato da direita, empurrado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Lúdio, teve apoio do presidente Lula (PT).
Abilio liderou a apuração de ponta a ponta e conquistou 171.324 votos. Lúdio contabilizou 147.127. A diferença entre eles foi de 24,1 mil votos. A abstenção foi de 114.533 eleitores, 25,73% do total de aptos a votar nas Eleições 2024 na cidade. Os votos totais somam 330.537, o que inclui 4.852 votos brancos, 1,47%,e 7.234 votos nulos, 2,19%.
A vitória demonstra força do PL no estado ao conquistar a prefeitura da Capital mato-grossense e de cidades polo como Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) foi célere e em menos de 1h de apuração estava com 100% das urnas apuradas. A meta inicial era de proclamação em até 30 minutos.
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Perfil
Abilio Brunini é cuiabano e cristão, tem 40 anos e é casado com a Samantha Iris, recém-eleita vereadora por Cuiabá. Ele é pai do Sebastian e da Ana Regina. Formado em Arquitetura e Urbanismo, possui pós-graduação em Mobilidade Urbana.
Abilio foi vereador de 2017 a 2020, mas acabou sendo cassado no final por quebra de decoro parlamentar. Ele chegou a reverter a cassação, recuperando os direitos políticos. Sua atuação foi marcada por conflitos com a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), após rompimento entre os políticos.
Ele chegou a encarar Emanuel nas urnas em 2020, mas acabou sofrendo a virada no segundo turno. Muitas creditam sua derrota à época, devido ao seu comportamento "debochado". Em 2022, foi eleito deputado federal sendo o mais bem votado, com 87.072 votos empurrado pela onda de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No Congresso Nacional, sua atuação espalhafatosa é duramente questionada, tanto por lideranças nacionais, como por membros da bancada federal de Mato Grosso. Ele sempre se envolve em polêmicas com deputados de esquerda, o que fomenta suas bases, que vivem sob o lema "anti-PT e anti-esquerda".