Cuiabá, 18/09/2026

Abilio diz que reajuste do Bolsa Família é eleitoreiro e revela “desespero” de Lula - vídeo

Prefeito da Capital acredita que medida é reação ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas

Montagem

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou como eleitoreiro o reajuste de R$ 91 no Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula, e afirmou que a medida revela “desespero” diante da proximidade das eleições e do crescimento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

“Tanto é o desespero da esquerda agora, aumentando R$ 91 no Bolsa Família, tentando reverter a situação. Um dos lugares que eles mais têm perdido voto é o Nordeste, que está cansado disso”, alfineta.

Para ele, o aumento, que eleva o benefício de R$ 600 para R$ 691, corrigindo a inflação acumulada (2023 a agosto deste ano), é insuficiente para mudar a realidade das famílias. Abilio sugere que o benefício deveria ser de ao menos R$ 850.

“O cara [Lula] fazer uma questão eleitoreira à véspera da eleição, aumentar R$ 91 reais, isso é muito pouco. Já que vai tentar comprar o voto do eleitor, com o aumento do Bolsa Família à véspera da eleição, pelo menos que aumente pra R$ 850 reais, R$ 91 não dá pra comprar uma cesta básica, não dá pra comprar um sacolão”, alfineta.

 Em seguida, Abilio reage dizendo que, se o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) fizesse o mesmo, o reajuste seria cancelado. Em 2022, entretanto, quando Bolsonaro disputava a reeleição e Lula concorria novamente à Presidência, também houve aumento do benefício às vésperas das eleições. A Emenda Constitucional 123 autorizou um acréscimo extraordinário de R$ 200 no Auxílio Brasil, elevando o benefício para R$ 600 entre agosto e dezembro, período que coincidiu com os meses que antecederam a eleição.

Após vencer a eleição, Lula manteve o valor de R$ 600 como piso do Bolsa Família. Agora, o governo anunciou a elevação para R$ 691, atribuindo o reajuste à correção pela inflação acumulada entre 2023 e agosto deste ano. Em sua defesa, governistas têm dito que o petista apenas determinou a correção pela inflação, levando em consideração a existência de espaço fiscal.