Cuiabá, 22/09/2026

Candidatos criticam qualidade do ensino e defendem provas para barrar médicos sem capacidade técnica

Carlos Fávaro (PSD) e Margareth Buzetti (PP) defenderam a realização de um exame nacional para barrar profissionais sem qualidade

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Carlos Fávaro e Margareth Buzetti

Os candidatos ao Senado Carlos Fávaro (PSD) e Margareth Buzetti (PP) defenderam a realização de um exame nacional, nos moldes do implementado pela OAB, como forma de barrar médicos sem capacidade técnica.

“O Poder Judiciário cria mais escolas de medicina que o próprio Ministério da Educação, liberando profissionais incapazes. Por isso, eu defendo que essa prova aconteça para a valorização do profissional, do verdadeiro e da capacidade profissional e daqueles que fazem saúde pública com eficiência. Quando esse assunto chegar ao Senado Federal, eu vou votar a favor para garantir à população médicos com capacidade e a defesa da população brasileira”, disse Fávaro, durante sabatina promovida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), o Sindessmat, o Sindimed e a Amac,  nesta terça-feira (22).

Na mesma linha de Fávaro, Margareth afirma que muitos médicos deixam as universidades sem ter a capacidade técnica adequada para atender a população, o que, segundo ela, impõe riscos.

“Eu sou a favor e serei a favor de qualquer tipo de prova que vai assegurar que esse profissional foi bem formado, que esse profissional fará uma atuação na saúde pública com responsabilidade ética e primando pela saúde do seu paciente”, sustenta.

Embora tenham sido convidados, Mauro Mendes (UB), Janaina Riva (MDB) e Antônio Galvan (Avante) alegaram conflito de agendas e não participaram. Já Pedro Taques (PSB) respondeu perguntas por vídeoconferência.

Revalida

Fávaro também aproveitou a sabatina para defender a manutenção do Revalida como forma de separar os bons dos maus profissionais formados no exterior.

Aplicado pelo Inep, o exame permite que médicos formados fora do Brasil exerçam a profissão legalmente no país.

“Não podemos colocar em risco a população brasileira sendo atendida por médicos que não tenham comprovado a eficiência e competência técnica.”

Nessa linha, defende que haja respeito mútuo entre os profissionais que se formam no Brasil ou em outro país, prezando pela qualidade e pelo combate à concorrência desleal.

Escassez de médicos

Os dois candidatos foram questionados se o exame nacional não poderia implicar uma maior escassez de profissionais em Mato Grosso.

Margareth reconhece que Mato Grosso, por ter extensão continental, já enfrenta esse problema, mas afirma que manter médicos sem capacidade técnica adequada não é a solução.

“É melhor não ter um médico do que ter um médico que não consiga atender com qualidade. Nós não podemos, na saúde, brincar com a população.”