Cuiabá, 19/10/2026

Cattani é contra saída de Ananias e diz que Wellington ‘já pagou o preço’ pela aliança com MDB; veja vídeo

Apesar de descartar a saída de Ananias Filho do comando estadual, deputado defende maior oxigenação no diretório do PL-MT

Annie Souza/Rdnews

Deputado estadual Gilberto Cattani (PL)

O deputado estadual Gilberto Cattani, o mais votado do PL-MT para a Assembleia Legislativa, com 69.672 votos, defende uma renovação no diretório estadual da sigla, mas não considera necessária a saída do presidente estadual, Ananias Filho. A reoxigenação do partido passou a ser defendida por lideranças da ala dissidente, que rejeitaram a aliança com o MDB de Janaina Riva durante as eleições deste ano e, por isso, deixaram de fazer campanha para Wellington Fagundes ao governo. Tanto Janaina, que disputou o Senado, quanto Wellington saíram derrotados das urnas.

Cattani ressalta que, apesar de ter sido o deputado estadual mais votado do PL também em 2022, atualmente não faz parte do diretório, situação que considera injusta. Ainda assim, pondera que isso não significa que Ananias deva deixar o comando da sigla no Estado.

“Eu acho que a gente precisa de uma oxigenação maior do partido. Mas não precisamos crucificar ninguém. Eu acho que o Ananias fez um papel muito bom dentro do PL. O resultado do PL foi muito bom, não por causa do Ananias, nem por causa do Cattani, nem por causa do [Odilio] Balbinotti, mas por causa de Jair Bolsonaro”, afirmou durante visita ao #rdnews, onde concedeu entrevistas ao portal e ao Rdtv Cast.

O Partido Liberal elegeu três deputados federais — Coronel Fernanda, Coronel Assis e Thiago Boava — e quatro estaduais — Cattani, Samantha Íris, Faissal Calil e Alcino Barcelos. Também elegeu José Medeiros para o Senado, que se juntará a Wellington Fagundes, que já exerce mandato na 'Casa revisora'.

Entre os defensores da renovação no comando do diretório após o segundo turno estão Odilio Balbinotti, primeiro suplente de Medeiros e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.

Também demonstraram insatisfação com a aliança com o MDB o senador eleito José Medeiros (PL) e os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Abilio Brunini, de Cuiabá. Abilio, assim como Cattani, também já se posicionou publicamente contra a saída de Ananias do comando da sigla.

Águas passadas

Questionado sobre o racha interno durante a corrida eleitoral e sobre eventual isolamento de Wellington no PL, Cattani assegura que situação está superada.

Para ele, o resultado das urnas mostrou que o grupo contrário à aliança com o MDB tinha razão, mas isso não diminui a importância do correligionário para o partido.

“Ele é senador eleito pelo PL. Tem o reconhecimento de todos, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro, do próprio Flávio [Bolsonaro]. E tem o seu valor. Mas, o que ele fez [aliança com MDB] trouxe consequências. Essas consequências vão agora vir à tona”, avaliou.

Cattani finaliza dizendo que a aliança com o MDB foi o principal ponto de desgaste interno, mas considera o episódio superado. 

"O prato que se quebrou foi essa junção que foi feita com o MDB e isso já passou, são águas passadas. O resultado que teve foi exatamente aquilo que eu previ e outras pessoas também previram. Não deu certo. Então, eu acho que a paga já está feita. Não tem o que se remexer nisso", finaliza.