Coronel Assis aponta que PT quer prender até a IA de Bolsonaro
Parlamentar afirma que ações judiciais ampliam o debate sobre liberdade de expressão e defende regras claras para o uso da inteligência artificial nas eleições
O deputado federal Coronel Assis (PL-MT) criticou as ações judiciais movidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra a divulgação de um vídeo produzido com inteligência artificial durante a convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Divulgação/Assessoria
O vídeo utilizou recursos de inteligência artificial para criar um avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro, reproduzindo de forma simulada sua imagem e sua voz. Após a exibição do material, o PT acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando possível descumprimento de decisões judiciais, propaganda eleitoral irregular e uso indevido da tecnologia.
Na avaliação de Coronel Assis, a iniciativa amplia o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o uso de novas tecnologias no ambiente político.
"Já não basta impedir que Bolsonaro se manifeste pessoalmente. Agora querem impedir até uma representação digital criada por inteligência artificial. É um caminho perigoso para a liberdade de expressão."
Segundo o parlamentar, o episódio também reforça a necessidade de estabelecer regras claras para o uso de ferramentas de inteligência artificial durante o processo eleitoral, sem comprometer a segurança jurídica nem as garantias constitucionais.
"A inteligência artificial é uma realidade irreversível. As novas tecnologias exigem atualização da legislação, mas qualquer medida precisa respeitar a Constituição, garantir segurança jurídica e preservar as liberdades fundamentais. Não podemos permitir que o combate a eventuais abusos resulte em restrições desproporcionais à liberdade de expressão."