Cotado para o Mapa, Balbinotti sinaliza aceitar missão, mas diz que foco é eleger Flávio - vídeo
Coordenador da campanha do presidenciável em Mato Grosso afirma que ainda não recebeu convite oficial e defende protagonismo do Estado na escolha do titular do Mapa
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Cotado para assumir o Ministério da Agricultura em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), Odilio Balbinotti (PL) afirma estar honrado por ter o nome ventilado por pessoas próximas ao presidenciável. Ele ressalta, porém, que o foco neste momento é garantir a vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, no próximo dia 25.
“O entorno do Flávio, vendo que eu estava lá envolvido e a gente sempre conversando, falou: ‘Pô, Odilio, você pode ser o ministro da Agricultura’. O entorno dele, não ele. Do Flávio, pessoalmente, não recebi nenhum convite oficial”, ressalta, durante visita ao #rdnews, onde concedeu entrevistas ao portal e Rdtv Cast.
Coordenador da campanha de Flávio em Mato Grosso, Balbinotti é um dos nomes de destaque do agronegócio mato-grossense e primeiro suplente do senador eleito José Medeiros (PL).
“Hoje, a minha cabeça é a eleição do Flávio. Sem a eleição do Flávio, não tem nada, não tem nem indicação para ministro. É a eleição do Flávio que está na minha cabeça. Agora, estou muito honrado por meu nome ter sido cogitado”, afirma.
Por outro lado, Odilio avalia que é natural que um representante de Mato Grosso seja cotado para comandar o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), considerando o peso do Estado no setor e o histórico de mato-grossenses à frente da pasta. Entre eles estão o ex-senador e ex-governador Blairo Maggi (PP), o ex-deputado federal Neri Geller (Podemos) e o atual senador Carlos Fávaro (PSD), que não conseguiu se reeleger.
“Hoje, o agro está indo para o Norte, o Nordeste também, está crescendo para aquelas regiões. Mas, quando você fala de um líder no agro que faz um terço da produção nacional de produtos agrícolas, como soja, milho e algodão — falando de forma genérica, porque o algodão é muito mais que isso —, esse líder é Mato Grosso. Então, é natural que o Estado exerça também uma liderança política, colocando seus ministros da Agricultura e assim por diante”, pondera.
Por fim, Balbinotti afirma que aceitaria o cargo caso recebesse o convite. Ele diz estar disposto a contribuir com o país diante do cenário político que se desenha após o primeiro turno das eleições.
“Com a eleição do primeiro turno, com essa eleição de deputados e senadores que têm um pensamento muito parecido com o meu, e com a possibilidade de o Flávio ser eleito — se Deus quiser, vai ser eleito dia 25 —, eu estou com ânimo para ajudar o país”, conclui.