Demilson preside CPI dos Livros e terá 120 dias para apurar possível rombo de R$ 80 milhões
Comissão vai investigar possível déficit nas compras de livros e materiais didáticos da Educação entre 2025 e 2026.
Rodinei Crescêncio
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Livros Didáticos da Câmara de Cuiabá será presidida pelo vereador Demilson Nogueira (PP), autor do requerimento de abertura da investigação, que deve durar, ao menos 120 dias.
O requerimento para a abertura da comissão foi apresentado em julho, mas ele foi instalada apenas agora após a finalização dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cabos e Fios Abandonados. Acontece que a Câmara só pode ter cinco CPIs funcionando simultaneamente.
A nova comissão vai apurar um possível déficit financeiro de até R$ 80 milhões relacionado à compra de livros e materiais didáticos pela secretaria municipal de Educação (SME), entre 2025 e 2026. Os trabalhos devem começar nesta quinta-feira (22).
O vereador Marcus Brito (PV) será o vice-presidente, enquanto Tenente-Coronel Dias (Cidadania) ocupará uma das vagas de membro titular. A comissão terá como suplentes Wilson Kero Kero (Democrata), Marcrean Santos (MDB) e Cezinha Nascimento (União).
A CPI terá prazo de 120 dias, a partir do início dos trabalhos, para conduzir as apurações. Com a composição definida, a Câmara dará sequência aos procedimentos regimentais para instalação da comissão.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do possível déficit nas contas relacionadas à aquisição de materiais didáticos pela secretaria municipal. Até o momento, a informação divulgada pela Câmara não detalha a origem da diferença financeira nem aponta eventuais responsáveis.
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), afirmou que a comissão faz parte do trabalho de fiscalização do Legislativo e deverá contribuir para esclarecer os fatos e apurar possíveis irregularidades.