Fávaro nega traição a Bolsonaro e diz que apoio a Lula foi “decisão de consciência”; veja vídeo
Senador afirma que nunca teve proximidade com o ex-presidente, relembra falta de apoio nas disputas ao Senado e diz que escolheu Lula após comparar as gestões
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Carlos Fávaro posa ao lado de ex-presidente da República Jair Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar
O ex-ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD) rejeita a tese de que teria traído ou abandonado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que hoje cumpre prisão domiciliar, para migrar ao grupo do presidente Lula (PT) por interesse político.
Questionado sobre a circulação de imagens, em grupos de WhatsApp, onde surge ao lado de Bolsonaro, o senador ressalta que sempre respeitou o ex-presidente e que atuou com cordialidade, defendendo pautas de interesse nacional, ou seja, sem adotar qualquer tipo postura lesa pátria. Fávaro destaca que Bolsonaro apoiou os projetos ao Senado da ex-juíza Selma Arruda e da hoje deputada federal, Coronel Fernanda, nas eleições gerais de 2018 e na suplementar de 2020, e que, portanto, não foi tratado como prioridade pelo capitão, não havendo traição. Selma foi eleita em 2018, mas acabou cassada por caixa 2. Já Fernanda foi derrotada por Fávaro em 2020.
“Eu nunca fui próximo. Estive duas vezes com o ex-presidente Bolsonaro. Com a responsabilidade que um parlamentar tem que ter, sempre respeitei a autoridade constituída. Alguns dizem também: ‘Ah, mas você abandonou o Bolsonaro’. Não. Deixa eu te dizer: na primeira vez que disputei o Senado, ele apoiou a ex-juíza Selma, não me apoiou. Na segunda vez que disputei o Senado, ele apoiou a Coronel Fernanda, não me apoiou. E o que eu disse na campanha e depois como senador é que não precisava se preocupar comigo, porque tudo aquilo que for bom para o Brasil eu estarei ao lado votando. E assim eu fiz, com muita responsabilidade”, frisa Fávaro em entrevista exclusiva ao #rdnews em seu escritório na Capital mato-grossense.
Nas eleições de 2022, entre Bolsonaro, que tentava a reeleição, e Lula (PT), que buscava o terceiro mandato, Fávaro afirma que a escolha foi fácil diante do histórico de ambos. Segundo ele, Bolsonaro chegava desgastado após a pandemia da covid-19, enquanto Lula surgia como uma figura que pregava a reconstrução do país e união.
“Quando chegou o momento de escolher o candidato que sucederia o presidente Bolsonaro, a minha consciência não me permitiu apoiá-lo. Comparei a sua gestão com a do presidente Lula em seus dois mandatos, reconheci o quanto avançamos mais na gestão do presidente Lula e, por isso, decidi apoiá-lo com muita tranquilidade”, finaliza.