Cuiabá, 15/10/2026

Júlio corta oba-oba na direita, mas mira TSE: urna causa espanto

Deputado reconheceu força da mobilização da esquerda após o primeiro turno

O deputado estadual, Júlio Campos (União Brasil), que se considera um político de centro-direita e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e do filho dele, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, ambos do PL, cobrou mais responsabilidade entre os bolsonaristas para evitar o clima de "já ganhou", diante das mobilizações em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo país.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (14), ele pregou respeito à militância petista, mas defendeu que deve ser feito um trabalho de casa eficiente para ampliar a votação de Flávio, que no primeiro turno alcançou 65% dos votos no estado, visando ampliar ampliar a diferença e contribuindo para minimizar os efeitos de um risco de achatamento da diferença entre os dois candidatos.

Patrícia Sanches/Rdnews

"O PT tem um segmento muito forte na reta final, né? [Costuma] crescer bastante e consolidar. É uma candidatura perigosa que não pode descuidar. Tem muita gente nesse salto alto, mas eu quero cortar o salto, senão pode dar o que deu há quatro anos", disparou.

Neste cenário, Júlio também levantou suspeitas contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele reclamou dos chamados "apagões" durante a totalização de votos, como ocorreu no primeiro turno. Os "apagões", citados pelo parlamentar, foram momentos em que, por problemas técnicos, a Justiça Eleitoral demorou para atualizar a totalização dos votos. Sobre o tema, o TSE afirmou que a interrupção atingiu apenas a divulgação dos dados e não interferiu na apuração dos votos nem na totalização. 

"Espero que não tenha apagão. Ao Tribunal Superior Eleitoral, não me venha apagar, parar a urna e depois voltar com outro resultado. Essa urna eletrônica causa espanto", disse ele, sem apresentar evidências de fraude. 

A atual presidência do TSE é comandada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kássio Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Bolsonaro à Suprema Corte em 2020.