Cuiabá, 14/10/2026

Mauro ignora polêmica e reafirma posição contra fim da escala 6x1; vídeo

Senador eleito diz que não mudará de opinião por causa das críticas e sustenta que suas ideias foram respaldadas nas urnas em Mato Grosso

Rodinei Crescêncio/Rdnews

 Mauro Mendes discursa durante lançamento de comitê pró-Flavio Bolsonaro em Cuiabá

O ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (UB) nega incômodo com a polêmica nacional em torno de sua defesa de uma jornada de trabalho semelhante à dos Estados Unidos e de sua posição contrária ao fim da escala 6x1, cuja proposta deve ser votada em primeiro turno no Senado nesta quarta-feira (14).

“Eu nunca temi falar aquilo em que acredito e fazer aquilo em que acredito. Se eu me preocupasse com isso, Mato Grosso não estaria onde está hoje”, disparou Mauro nesta terça-feira (13), durante o lançamento do comitê de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, em Cuiabá.

Empresário, Mauro foi criticado por se posicionar contra o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Congresso. Para ele, o Estado não deve interferir na relação entre empregado e empregador. Além disso, defendeu o modelo dos Estados Unidos, onde, segundo ele, o trabalhador pode aumentar a remuneração ao cumprir jornadas mais longas.

“Entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia. E ganham por isso, e ganham muito mais por isso, e têm uma qualidade de vida melhor”, disse na ocasião.

Questionado se se arrepende do tom da declaração, que gerou polêmica e foi criticada por políticos favoráveis ao fim da escala 6x1, Mauro afirmou que respeita opiniões contrárias, mas que elas não o farão rever suas posições.

“Não é porque alguém é contra, alguém chia, alguém reclama que eu vou mudar as minhas opiniões. Vivemos em uma democracia. Cada um dá a sua opinião e vence a opinião da maioria”, afirmou.

Apesar de se posicionar contra a proposta, Mauro evitou criticar Flávio Bolsonaro, a quem apoia, pela mudança de postura em relação à redução da jornada de trabalho. O presidenciável vinha se posicionando contra o texto, mas, diante da repercussão do tema, mudou de posição e anunciou que votará a favor do fim da escala 6x1.

“Não vejo contradição nenhuma, vejo isso na democracia. A democracia manda a maioria”, afirmou Mauro.