Podemos transfere para quarta definição sobre apoio ao governo; veja vídeo
A convenção transferiu à Executiva do partido a decisão sobre a adesão a uma das candidaturas existentes
O Podemos adiou para quarta-feira (5) a definição sobre o rumo do partido nas eleições deste ano em Mato Grosso. Em convenção realizada nesta terça-feira (4), os convencionais decidiram transferir à Executiva a decisão sobre o apoio ao senador e pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), ou à reeleição do atual chefe do Executivo, Otaviano Pivetta (Republicanos). A neutralidade é uma possibilidade.
De acordo com o presidente estadual do partido, deputado Max Russi, a sigla descartou apenas lançar um nome para a disputa ao comando do Palácio Paiaguás. “O encaminhamento é que nós vamos continuar agora os debates, as reuniões com os pré-candidatos, dentro daquilo que a gente recebeu de interesse de ter o Poder para fazer essa construção. E essa decisão nós ficamos posicionados de tomar até o dia de amanhã”, explicou.
Rodinei Crescêncio / RDNews
Ele destacou que a candidatura própria foi o desejo de uma parcela significativa do partido, mas que o entendimento da maioria é a de que o foco deve estar nas candidaturas proporcionais. “A maioria entende que nesse momento precisamos fortalecer a chapa de candidatos à deputado federal, fortalecer a chapa de candidato a estadual, compor dentro das possibilidades alguma coligação, ocupar espaços, apresentar bons nomes, bons projetos”.
Max reconheceu a dificuldade na tomada de decisão, mas afirmou que isso não se deve a nenhuma pressão sofrida. “Eu resolvi, por opção, escutar todo mundo, conversar com todo mundo. Então, quando você está numa reta final, conversando, escutando, cada um tem uma ideia, cada um tem um ponto de vista, e isso tem que ser considerado. E eu preciso, como presidente, como líder desse processo, mas não o dono da decisão, eu preciso fazer isso, escutar todo mundo”.
Na avaliação do deputado, a grande dificuldade está justamente em equilibrar o fortalecimento do Podemos em Mato Grosso, por meio da eleição de deputados estaduais e federais, com os projetos apresentados pelos candidatos ao governo. “Eu tenho ajoelhado, eu tenho colocado em oração, eu tenho pedido sabedoria, discernimento que eu possa tomar junto com meus companheiros a melhor decisão e sempre colocando Mato Grosso em primeiro lugar, a população do nosso estado em primeiro lugar”.
Ele lembrou ainda que a definição do partido tem grande impacto nos sonhos dos 34 candidatos do partido, 25 a deputado estadual e 9 a federal e que isso é o principal ponto a ser levado em consideração neste momento. “Eu sou um instrumento desse processo. Tenho que conduzir isso para que estes candidatos levem suas mensagens, falem o que querem fazer pelo nosso Estado. Eu confesso que esse trabalho não é um trabalho fácil, essa construção não é uma construção fácil porque eu não tenho o direito de errar”.