Wilson não descarta reconciliação de Fávaro e Taques no palanque de Lula
Ministro, que deve sair à reeleição para o Senado, foi vice de Pedro Taques no Governo e Wilson crê que em rusgas superadas
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) não vê dificuldades do seu correligionário, ministro da Agricultura Carlos Fávaro, disputar ao Senado em uma eventual dobradinha com o ex-governador Pedro Taques (PSB). Os dois partidos caminharão, a princípio, na base do presidente Lula (PT) em Mato Grosso, atuando no processo de reeleição do petista. Sendo assim, abre-se a oportunidade composição entre a dupla.
Gilberto Leite
Em entrevista nesta semana, Wilson considerou que, dentro da política, ambos não são adversários eternos e que qualquer aproximação e junção de projetos parte de ideais e respeito ao interesse público, fazendo referência ao rompimento da dupla em 2018. "O Fávaro foi vice-governador do Pedro. Se houve alguma rusga, isso pode ser superado. Vejo que o interesse público, republicano, não esteja acima de qualquer coisa".
"Política é feita por homens. Homens se movimentam com um conjunto de valores e princípios. Eu como professor de história possa citar vários exemplos a nível nacional e estadual de outrora adversários que se aliaram e de amigos que se distaciaram", emendou.
Dentro do arco do presidente Lula em Mato Grosso, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, não abre mão de Fávaro como primeiro nome ao Senado e creditam a ele o poder de participar ativamente da escolha do 2º nome. Uma ala defende que seja uma mulher, o que fecharia ainda mais o cerco contra o projeto de Taques ao Senado, mas tudo dependerá de certa influência das costuras no âmbito nacional.
Um único cenário dado como certo é de que terão dois nomes, que obrigatoriamente terão que marchar juntos no estado, abrindo e consolidando palanque para Lula. O petista não quer desperdiçar o segundo voto para a direita, sendo assim, precisará ofertar dois nomes de peso para atrair o eleitorado. Diferente da dupla, Wilson alega que não vai apoiar Lula em Mato Grosso.