Atletas de MT ficam sem medalhas e governo promete mais investimentos
Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 chegaram ao fim na manhã deste domingo (08) com o Brasil conquistando um recorde de medalhas de todas as edições presentes na Olimpíada, um total de 21. Desta vez, cinco atletas representaram Mato Grosso no maior evento esportivo do mundo, mas nenhum deles conseguiram voltar para casa com uma medalha pendurada no pescoço. O governo do Estado frisou as dificuldades impostas pela pandemia e prometeu continuar investindo nos atletas.
Arte/Rodinei Crescêncio
Na parte de cima, Almir Júnior à esquerda, Haline Leme no meio e Felipe Lima à direita. Em baixo, Buna Benites com as mãos no rosto e Ana Sátila ao lado
Estiveram em Tóquio os atletas Almir Júnior (salto triplo), Haline Leme (Rugby), Ana Sátila (canoagem), Bruna Benites (futebol feminino) e Felipe Lima (natação). Alguns deles voltaram para casa felizes com o que apresentaram nas Olimpíadas em Tóquio, a exemplo da canoísta e do nadador cuiabano, que bateram recordes pessoais e ficaram satisfeitos com os resultados. Outros desabaram no choro após perder a esperança de subirem em um pódio olímpico.
Em entrevista ao #rdnews, o secretário adjunto de Esportes e Lazer, Jefferson Carvalho Neves, pontuou que a pandemia da Covid-19 pode ter prejudicado muitos brasileiros que sonhavam ser medalhista em Tóquio. O adjunto frisou ainda que, quando se tem uma epidemia em um país com estruturas limitadas nas áreas esportivas como é o Brasil, a tendência é só de piora nos desempenhos dos esportistas.
“Todos eles estavam muito bem preparados, mas tiveram dificuldades com esse ano de pandemia”
Secretário Jeferson“Todos eles estavam muito bem preparados, mas tiveram dificuldades com esse ano de pandemia, assim como todos os outros atletas olímpicos. Quando se tem uma pandemia em um país onde tem estruturas limitadas, acaba se tornando um agravante. Fora isso tivemos situação de equipes, que é o caso da Bruna Benites, do futebol feminino, e da Haline Leme, do Rugby, onde nossas seleções não conseguiram passar para outras fases, mas isso envolve muitas outras coisas”, disse Jeferson.
Além da pandemia, o presidente da Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT), o professor Tomiris Campos Lopes, entende que há uma grande necessidade de o governo investir mais em campings de treinamento de atletismo. Hoje, Mato Grosso conta com apenas um, que é instalado no COT da UFMT. O professor explica que a ampliação ajudará na melhor performance dos atletas, além de desafogar a demanda em Cuiabá.
Retrospecto
O matupaense Almir Júnior não conseguiu ir à final do salto triplo dos Jogos Olímpicos. Além dele, outros dois brasileiros também representavam o Brasil na modalidade. O mato-grossense fez 16,27m e ficou em 13° na sua bateria.
Na natação, Felipe Lima perdeu as chances de ganhar medalhas no revezamento 4x100 medley. Além do cuiabano, o time do Brasil era formado por Guilherme Guido, Vinicius Lanza e Marcelo Chierighini, que acabaram sendo eliminados depois de queimar na transição de costas para peito. Vale lembrar que o nadador conseguiu o oitavo melhor tempo das eliminatórias - 59s17 - e superou sua melhor marca, que era de 59s30.
Ana Sátila também fez história ao ir à final feminina do C1 na canoagem slalom, sendo a primeira mulher do país a ir a uma decisão na canoagem slalom. A notícia ruim é que a atleta terminou na última posição na final da prova, com a marca de 164s71 na sua descida, e recebeu duas punições por não passar pelas balizas do canal, totalizando uma penalidade de 52 segundos que a deixou fora da disputa.
A cuiabana Bruna Benites também ficou sem medalhas após a seleção brasileira feminina perder para o Canadá nos pênaltis no placar de 4 a 3. A mato-grossense desabou no choro após a eliminação frustrante no Japão. Outra atleta que atuou em grupo nas Olimpíadas foi Haline Leme, que também não teve sucesso com a seleção de Rugby.
João Felipe/Secel
Secretário adjunto de Esportes e Lazer, Jefferson Carvalho Neves
O secretário Jeferson avaliou o desempenho dos outros atletas nos Jogos de Tóquio.
“Os nossos atletas dos esportes individuais, Felipe, Almir e a Ana, também não conseguiram chegar no ápice de suas formas. Vale ressaltar a melhor performance da Ana Sátila, que foi a melhor dos últimos tempos. Felipe também conseguiu melhorar os seus tempos, mesmo com 36 anos. Nesse caso eu senti uma dificuldade em dar o melhor desempenho no período da manhã lá, então a eliminatória que foi a tarde, o corpo está muito mais desperto e os resultados têm muito mais chances de acontecer. Almir não encaixou o seu salto, até porque o saltador, principalmente no triplo, precisa muito encaixar aquele salto e no momento certo”, avaliou o secretário.
Mais investimentos
Por outro lado, o Estado afirmou que vai continuar investindo nos atletas mato-grossenses visando as próximas competições nacionais e internacionais. Vale lembrar que o governo premiou todos os representantes em Tóquio com uma bolsa de R$ 30 mil. A premiação poderia aumentar para R$ 100 mil caso eles ganhassem medalhas olímpicas.
“Nós vamos continuar investindo, esse foi o primeiro ciclo do nosso projeto, o qual é inédito no país. A gente quer continuar dando esse suporte a esses atletas nível olímpicos, assim como também como a gente já ajuda os da categoria de base, estudantil, nacional, desde o período de formação até o alto rendimento na carreira. Vamos continuar com esse projeto de apoio aos atletas olímpicos, porque é uma parte fundamental nos resultados. Eles são os nossos orgulhos”, concluiu ao #rdnews.