Barros admite falha após derrota do Cuiabá e cobra mais ambição
Derrota por 1 a 0 na Arena Pantanal frustra planos de aproximação do G-6, mas treinador garante que time lutará até o fim
O técnico Eduardo Barros reconheceu a responsabilidade do Cuiabá pela derrota por 1 a 0 para o Avaí, no último domingo (11), na Arena Pantanal, pela 33ª rodada da Série B. Após a partida, o treinador lamentou a postura da equipe no primeiro tempo, destacou a falta de ambição para buscar a vitória desde o início e classificou o resultado como doloroso para as pretensões do Dourado na competição.
Segundo o comandante, o confronto representava uma oportunidade importante para o Cuiabá diminuir a distância para o G-6 e alcançar sua melhor colocação na tabela durante o campeonato. Com a derrota, a equipe permaneceu com 47 pontos e caiu para a 11ª posição.
Reprodução/TV Cuiabá
“É uma derrota extremamente dolorosa pela forma que foi o jogo. A gente não entrou no primeiro tempo com o espírito e a identidade que a equipe mostrou ao longo de quase toda a competição”, avaliou Eduardo Barros.
O treinador comparou a atuação com o desempenho apresentado no empate sem gols diante do Vila Nova, fora de casa, na rodada anterior. Na avaliação dele, o Cuiabá não conseguiu repetir a intensidade e o comportamento demonstrados naquela partida.
Para Barros, o problema esteve principalmente na postura dos jogadores, e não em questões exclusivamente técnicas ou táticas.
“É uma questão muito mais de sensibilidade do que técnico-tática. Você olhar para os jogadores e sentir, no primeiro tempo exclusivamente, que tem um desejo genuíno de ser superior ao adversário. A gente não jogou assim no primeiro tempo”, afirmou.
Eduardo Barros também reconheceu que a responsabilidade pelo desempenho abaixo do esperado passa pelo próprio trabalho como treinador. Ele destacou que o Cuiabá apresentou uma postura diferente na segunda etapa, quando aumentou a pressão ofensiva e criou oportunidades para buscar o empate.
Apesar da reação, a equipe não conseguiu transformar as chances em gols. Durante o segundo tempo, o Dourado acertou a trave em duas ocasiões e exigiu boas defesas do goleiro Bruno Ferreira.
“Eu falhei enquanto treinador, mas não é uma falha que é sozinha. É uma falha coletiva do Cuiabá. No primeiro tempo, nós jogamos como um time que tem que subir ou que está brigando para subir. Não jogamos. E o segundo tempo? Jogamos. Foi tarde. A gente estava perdendo o jogo”, declarou.
O técnico também considerou que o Avaí conseguiu organizar sua defesa após abrir o placar, dificultando as ações ofensivas do time mato-grossense. Mesmo assim, avaliou que o Cuiabá produziu volume suficiente para conseguir um resultado melhor.
“A nossa expectativa de gol foi quase dois. A expectativa de gol deles não foi nem meio gol. E por que não foi nem meio gol? Porque os chutes deles foram todos de fora da área. Só que nós perdemos o jogo. Por quê? Porque esse é o futebol”, explicou.
AssCom Dourado
Próximo jogo é prioridade
Eduardo Barros afirmou que o Cuiabá precisará trabalhar durante a semana para corrigir os erros e evitar que a postura apresentada no primeiro tempo se repita diante do Londrina, próximo adversário do Cuiabá.
Barros destacou que pretende reforçar o comprometimento e a intensidade dos jogadores nos treinamentos, cobrando uma postura competitiva desde o início das partidas.
“Qual é o melhor dia da nossa vida? É o próximo. Qual é o jogo mais importante que a gente tem? É o próximo”, disse.
O Cuiabá enfrenta o Londrina no dia 20 de outubro, às 19h30 (de Brasília), no Estádio VGD. A partida é vista como uma oportunidade para a equipe buscar a recuperação na Série B e manter as chances matemáticas de aproximação do grupo que disputa o acesso.
Apesar do resultado negativo, Eduardo Barros garantiu que o Cuiabá continuará lutando enquanto houver possibilidade matemática de alcançar o objetivo na competição.
O treinador lembrou que a equipe ainda pode chegar aos 62 pontos e destacou que restam cinco rodadas para o encerramento do campeonato. Ele também agradeceu o apoio da torcida na Arena Pantanal e pediu que os torcedores mantenham a confiança no time.
“Não conte comigo para jogar a toalha. Nunca”, afirmou.
Na avaliação do comandante, o apoio dos torcedores durante o segundo tempo foi importante, mesmo diante da dificuldade de buscar o empate. Ele lamentou não ter conseguido oferecer ao público ao menos um ponto na partida.
“Eu queria que o torcedor saísse com esse sentimento: ‘Opa, nós pontuamos’. Infelizmente, a gente não foi capaz de converter as oportunidades em gol. Que o torcedor não jogue a toalha, porque enquanto tiver possibilidade matemática, a gente tem que sonhar. E sonhar não custa nada”, concluiu.