Cacerense é denunciado por suposto tráfico de pessoas e atraso de salários
Jogadores afirmaram que o clube não cumpriu com as promessas feitas no momento das contratações
Rebaixado da primeira divisão do Mato-grossense, o Cacerense está sendo denunciado por suposto tráfico de pessoas para fins desportivos após calote em salários de elenco, comissão técnica e funcionários. As denúncias foram feitas primeiramente pela vereadora Mazéh Silva (PT), que protocolou a queixa ao Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) de Cáceres (a 219 km de Cuiabá).
A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público do Trabalho, ao Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap) e à Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae).
Gil Gomes
Além de atraso de salários, jogadores afirmam que o clube não cumpriu com as promessas feitas no momento das contratações. Insegurança alimentar, descaso por parte da diretoria e má condições de moradia foram algumas das queixas citadas pelos atletas. Segundo eles, os funcionários chegaram ao clube com a promessa de ter carteira assinada, o que não aconteceu com a maioria.
Ex-jogador do Cacerense, o atacante Flávio Caça-Rato gravou um vídeo e expôs as condições dos atletas no clube, destacando ainda a falta de pagamentos referente a fevereiro e das passagens para que os atletas voltassem às suas casas. A maioria dos jogadores já deixaram o time.
Ao #rdnews, o Ministério Público do Trabalho afirmou por meio de nota que vai inventigar o caso.
Em resposta à solicitação, o Ministério Público do Trabalho informa que a(s) apuração(ões) da(s) denúncia(s) recebida(s) pela unidade segue(m) o regular trâmite, a fim de que sejam esclarecidos os fatos noticiados e, caso comprovadas as irregularidades, o órgão buscará a resolução da(s) questão(ões) e a punição do(s) responsável(veis).
A Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), por sua vez, lamentou o caso.
A FMF lamenta o caso, já que a entidade investe cerca de R$ 1 milhão de recursos próprios para auxiliar os clubes em hospedagem, alimentação e logística, com intuito de que situações como essa sejam evitadas.
A reportagem não conseguiu contato com o Cacerense.
Veja abaixo a denúncia protocolada pelo Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) de Cáceres
CRDH