Com 43 votos, Pécora supera Dorileo e assume a presidência da FMF
Novo presidente assume entidade em meio a desafios estruturais e busca por maior credibilidade no futebol mato-grossense
A Chapa “Unidos pelo Avanço do Futebol de MT”, liderada pelo advogado Diogo Pécora, atual presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso (TJD-MT), venceu nesta terça-feira (2) a eleição para a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). O grupo obteve 43 votos, contra 29 da Chapa encabeçada pelo empresário Dorileo Leal, presidente licenciado da SAF do Mixto, garantindo o comando da entidade no quadriênio 2025–2029. A posse ocorreu logo após a contagem dos votos, conforme previsto no edital eleitoral.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Empresário Dorileo Leal derrotado nas eleições cumprimenta o novo presidente da FMF, Diogo Pécora
A votação colocou fim a um dos processos mais conturbados da história recente da FMF, marcado por disputas políticas, questionamentos estatutários e intervenções jurídicas. Antes do pleito, assembleias haviam sido suspensas, houve divergências sobre regras internas e foi necessária a criação de uma comissão eleitoral autônoma para garantir a transparência da eleição.
A disputa entre Pécora e Dorileo elevou a tensão dentro do futebol mato-grossense. Enquanto o novo presidente era visto por apoiadores como um símbolo de renovação institucional, Dorileo apostou em sua trajetória no futebol e no discurso de fortalecimento da soberania dos clubes.
Com a vitória, Pécora assume uma FMF em processo de transição e pressionada por desafios estruturais. A entidade busca recuperar credibilidade, ampliar a profissionalização interna e acompanhar o crescente protagonismo de clubes de Mato Grosso no cenário nacional, como Cuiabá, Mixto, União e Nova Mutum.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Como foi a eleição
A Assembleia Geral Eleitoral ocorreu de forma presencial, com votação secreta em cédulas. O colégio eleitoral foi composto por clubes profissionais e amadores, além de ligas filiadas e adimplentes. Para participar, chapas e entidades precisaram comprovar regularidade documental. Pelo estatuto, em caso de empate, vence o candidato mais velho — o que não foi necessário diante da ampla vantagem.