Cuiabá, 30/10/2026

Cristiano Dresch detona gramado dos Aflitos e dispara após derrota: Eu tô em 2026, não em 1970

Dirigente auriverde reclamou das condições do gramado dos Aflitos, criticou a arbitragem e afirmou ter sido mal recebido pela diretoria do Náutico após derrota na Série B

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, protagonizou uma entrevista explosiva após a derrota por 1 a 0 para o Náutico, na noite desta sexta-feira (22), no Estádio dos Aflitos, pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Irritado com as condições do gramado, o tratamento recebido no estádio e a arbitragem da partida, o dirigente fez duras críticas ao clube pernambucano e ao cenário da competição nacional.

Logo após o confronto, Dresch demonstrou indignação ao comparar a estrutura da Arena Pantanal com o gramado dos Aflitos. Segundo ele, há um desequilíbrio entre os clubes que investem em estrutura e aqueles que, na visão do dirigente, não oferecem condições adequadas para a disputa da Série B.

Reprodução/AssCom Dourado

“O gramado da Arena Pantanal é um tapete. Aí você vem jogar num campo desse aqui, meu amigo, é o mesmo campeonato, a bola quica. O jogador não consegue dominar a bola, campo fofo, campo horrível”, disparou.

Mesmo bastante irritado, o presidente do Cuiabá afirmou que não utilizaria o gramado como justificativa para a derrota. Ainda assim, voltou a defender uma padronização maior nas exigências da competição.

“Não perdemo por causa do campo não. Não sou chorão. Não vou vir aqui e dar desculpa não. Agora a gente tem que equilibrar a competição. Um gasta, se esforça, se sacrifica. Outro faz de qualquer jeito”, afirmou.

Outro ponto que aumentou a revolta do dirigente foi o fato de ter sido impedido de retornar à cabine onde acompanhava a partida no intervalo do jogo. Segundo Dresch, ele foi direcionado para assistir ao restante da partida atrás do gol, situação que classificou como desrespeitosa. Na sequência, o mandatário do Dourado afirmou que o Náutico será recebido de maneira diferente no jogo do returno, em Cuiabá, e criticou a postura adotada pelo clube pernambucano.

“Tenho mais de 20 anos no futebol e nunca aconteceu isso comigo. Me fizeram assistir o jogo aqui atrás do gol. Liguei para o presidente do Náutico e nem coragem de me atender teve”. Lá em Cuiabá vai ser bem recebido. Eu tô em 2026, não em 1970. Esse papel que fizeram hoje aqui é de 1970”, declarou.

Cristiano Dresch também aproveitou a entrevista para fazer críticas mais amplas à gestão financeira de clubes do futebol brasileiro. Sem citar nomes diretamente, afirmou que algumas equipes “fingem que pagam” salários e acumulam dívidas com outros clubes.

“Eu sou um cara que não tenho medo. Meu CPF está em jogo. E quem tiver devendo eu vou cobrar. Vou cobrar mesmo, porque não tem vergonha”, disse.

Além das críticas ao gramado e ao tratamento recebido, o dirigente ainda reclamou da arbitragem da partida, classificando como “muito ruim” o pênalti marcado contra o Cuiabá.

Fase ruim

Dentro de campo, a derrota agravou o momento delicado vivido pelo Cuiabá na Série B. A equipe chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória e ocupa a 16ª colocação, com 10 pontos, podendo terminar a rodada dentro da zona de rebaixamento. Já o Náutico assumiu momentaneamente a liderança da competição, com 19 pontos.

O próximo compromisso do Dourado será no domingo (31), contra o Clube de Regatas Brasil, na Arena Pantanal, pela 11ª rodada da Série B.