Cuiabá, 30/10/2026

Dresch faz balanço de 2025: apatia no vestiário e ausência de público

Segundo o presidente, havia muitos atletas acomodados no elenco, o que resultou na falta de comprometimento com o clube

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, fez um breve balanço da temporada 2025, apontando certa apatia de atletas e ausência de público na Arena Pantanal. O clube disputou a Série B e não conseguiu o acesso para a Elite do Futebol.

O Dourado encerrou a Série B na 10ª posição, com 54 pontos, ficando 8 pontos atrás do 4º colocado na tabela de classificação. O Cuiabá esteve entre os melhores mandantes da competição com 12 vitórias, 2 empates e 5 derrotas. No entanto, como visitante, o time Auriverde venceu 2 jogos, perdeu 7 e empatou 10 vezes.

Rodinei Crescêncio

Segundo o presidente, havia muitos atletas acomodados no elenco, o que resultou na falta de comprometimento com o clube, no sentido de atingir as metas. Por isso, para 2026, haverá uma completa reformulação do time. A intenção é recuperar a identidade de um clube forte e brigador, diferente do que encontrou no vestiário em certas partidas de 2025, conforme expôs à imprensa.

"O vestiário que você entrava ali, depois de uma derrota, e não via uma reação, nada, um ânimo na cara dos atletas. Então, acho que, como eu falei agora há pouco também, são coisas que acontecem, é um processo natural do futebol, que a gente tem que fazer o mais rápido possível esse resgate, a identidade do clube, né, o brio do dourado, brigador e valente", avaliou o dirigente em entrevista nessa terça-feira (2).

Em 19 partidas como mandante na Série B, o Dourado levou cerca de 45.036 mil torcedores, tendo uma média de 2.370 mil torcedores por partida, conforme levantamento feito pelo Ranking CBF. Questionado sobre a necessidade adotar novas estratégias para atrair o público, o presidente destacou que o Cuiabá faz um trabalho silencioso, mas compreendeu que se houvesse bons resultados dentro de campo, certamente, os torcedores estariam mais alinhados e assíduos ao estádio.

"É uma conquista lenta, gradativa do torcedor. É um trabalho que a gente faz de formiga, que às vezes as pessoas não veem o que a gente está fazendo. Eu dei um desabafo ali no momento, um pouco dos ânimos exaltados, pedindo uma reciprocidade do torcedor. Tivemos uma resposta grande, boa, tivemos um jogo contra o Remo com mais de 8 mil pessoas na Arena. E é isso, eu acho que o torcedor vai voltar para a Arena assim que o Cuiabá voltar a ganhar, voltar a fazer boas exibições, orgulhar a população de Mato Grosso, brigar lá em cima. Isso é algo que a gente entende e a gente tem a paciência total em esperar o momento certo", completou.