Eliminação na Eurocopa aprofunda crise no futebol italiano
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A seleção italiana, historicamente a principal força do futebol europeu – ao lado da Alemanha –, deu adeus à Eurocopa de forma precoce. Com isso, muitos que apostavam no bicampeonato consecutivo da Azzurra estão mudando seus palpites na bet365. De todo modo, o fato é que a queda diante da Suíça reforça a crise do futebol italiano.
De forma similar ao que acontece no Brasil, o futebol italiano, que já foi um dos mais temidos e respeitados do mundo, vem se enfraquecendo ao longo dos últimos anos e colecionando papelões.
Se o Brasil, por exemplo, vem sofrendo eliminações para seleções pouco tradicionais na Copa do Mundo, a Itália nem se classificar tem conseguido. A Azzurra, tetracampeã mundial, ficou fora da Copa de 2018 e 2022.
Apesar disso, os italianos, com a força da camisa, conseguiram um improvável título na Eurocopa em 2020. O problema é que esse tipo de conquista acaba mascarando os problemas, de modo que eles não são atacados de frente e a crise permanece por tempo indeterminado.
Crise também afeta os clubes
Durante os anos 80, 90 e 2000, o futebol italiano reunia uma verdadeira legião de craques. Quem não se lembra dos famosos duelos entre Milan e Internazionale nos primeiros anos do século 21?
De um lado, jogadores como Kaká, Shevchenko, Seedorf, Gattuso, Maldini, Nesta; do outro, Luís Figo, Adriano, Ibrahimovic, Zanetti, Cambiasso, Júlio César e Materazzi.
Atualmente, a realidade é muito diferente, e os clubes italianos estão praticamente irreconhecíveis. São poucos os craques que atuam no país e, por isso mesmo, nenhum dos clubes da Bota conquista a Liga dos Campeões desde 2010, quando a Inter tinha um superelenco.
Voltando à Eurocopa
Verdade seja dita, a Itália, em nenhum momento, foi apontada como favorita ao título da Euro 2024. Mas, em 2020, a Azzurra também não era candidata e acabou conquistando o título.
A força da tradição, afinal, é algo que sempre pode ajudar dentro de campo. Assim, embora não fosse favorita, ninguém ousava desconsiderar a possibilidade de a Itália levantar a taça.
A classificação heróica para a fase final, com um golaço no último minuto contra a Croácia, parecia que iria servir de estímulo para a Itália e fazê-la entrar de vez na competição, aumentando a autoconfiança do elenco e resgatando a força de outrora.
Não foi isso, porém, o que aconteceu. Logo nas oitavas de final, os italianos foram dominados pela Suíça, que, verdade seja dita, vem fazendo campanhas dignas ao longo dos últimos anos.
Todavia, por tudo o que representa para o mundo do futebol, uma eliminação nas oitavas de final, para a Suíça, não é algo que passa incólume para a Itália. E isso certamente vai jogar o futebol italiano em um poço ainda mais fundo.
O momento agora é decisivo: há, como se sabe, fracassos que servem para nos fazer “acordar”, balançar a poeira e voltar com tudo ao jogo. Os italianos saberão aproveitar essa oportunidade e voltarão a ser a forte seleção de outros tempos? No fundo, isso é o que todos amantes do futebol esperam que aconteça.
Sem a Itália, quem vai vencer o torneio?
Com a tradicional Itália fora da disputa, os principais favoritos ao título seguem os mesmos: França, Inglaterra, Espanha e Alemanha.
Mas é claro que há outros países correndo por fora e que, sem dúvida nenhuma, podem conquistar a taça.
A Eurocopa costuma apresentar muitas surpresas, como o título da Grécia em 2004 confirma. Os próximos jogos, portanto, deverão brindar os torcedores com muita emoção. Embora haja claros favoritos, tudo pode acontecer.
O recomendável é que os torcedores não percam nenhuma partida, pois de agora em diante cada jogo é decisivo e, certamente, nenhuma seleção quer voltar mais cedo para casa.