Filho de ministro Gilmar Mendes assume vice da FMF após eleição disputada
Francisco Schertel Mendes integrou chapa vencedora com apoio de dirigentes ligados à CBF e ao STJD, segundo reportagem do Estadão
O diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Francisco Schertel Mendes, filho do ministro do STF Gilmar Mendes, assumiu no mês passado a vice-presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), em um processo eleitoral marcado por articulações políticas e influência da cúpula do futebol nacional. A atuação do "novo cartola" do futebol estadual foi destaque em reportagem do jornal paulista Estadão.
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Francisco Mendes integrou a chapa vencedora liderada pelo advogado Diogo Amorim Pécora, então assessor de deputado estadual e presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso. A eleição contou com apoio de dirigentes ligados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
De acordo com o Estadão, o presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo, atuou diretamente na articulação política no Estado, enquanto aliados do presidente da CBF, Samir Xaud, também tiveram papel relevante no processo. Embora a confederação negue interferência formal, a estrutura da entidade teria pesado a favor do grupo vencedor.
Desde que assumiu o cargo, Francisco Mendes passou a ter atuação mais visível no meio esportivo, participando de eventos, concedendo entrevistas e liderando agendas internacionais com dirigentes de clubes e federações. No futebol mato-grossense, ele está associado a iniciativas como a implantação do VAR no campeonato estadual e a negociação de contratos de transmissão das partidas.
A reportagem lembra ainda que o IDP mantém, desde 2023, um contrato de dez anos com a CBF para gestão da CBF Academy, responsável por cursos de formação no futebol. O acordo prevê que a maior parte da receita fique com o instituto.
A presidência da FMF ficará a cargo de Diogo Pécora, que afirmou alinhamento com a CBF e disse que as decisões serão tomadas de forma colegiada. Procurados pelo Estadão, os principais envolvidos não concederam entrevistas.