Paixão pelo futebol marca rotina de casal dividido por Flamengo x Palmeiras
Torcedora rubro-negra e namorado alviverde relatam rotina marcada por provocações e superstição antes de Flamengo x Palmeiras
Neste sábado, a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, promete esquentar não só os dois lados das arquibancadas, mas também a casa de um jovem casal que vive o clássico dentro da própria sala. De um lado, Thaylla Maiza, flamenguista desde o ventre. Do outro, Jean Moraes, palmeirense apaixonado.
Hoje formada em jornalismo, Thaylla cresceu envolvida pelo rubro-negro. “O meu amor pelo Flamengo é desde o ventre. Meu pai é doído pelo Flamengo, chora, grita, já quebrou a porta”, lembra, rindo. Assistindo a essa paixão em casa, ela acabou seguindo os passos do pai. “Hoje, aos 26 anos, eu sou fascinada pelo Flamengo.”
Arte/Rdnews
Entre tantas lembranças, uma se destaca: a Libertadores de 2019. “O momento mais incrível não só para mim, mas para todos os flamenguistas foi a Libertadores de 2019. É um dia que jamais sairá da minha cabeça. Até hoje, vendo vídeos, eu choro”, disse ao #rdnews..
Para ela, enfrentar o Palmeiras em mais uma final deixa tudo ainda maior. “Sim, porque nós temos uma revanche que precisamos devolver, que foi a Libertadores de 2021.”
Mas favoritismo? Nem pensar. “Vantagem eu digo que nenhuma, pois o Palmeiras é conhecido como o time da virada. Mas nós temos algo muito maior, que é a torcida e o apoio dela.”
Quando fala sobre o possível herói rubro-negro, Thaylla aposta no camisa 27. “Espero que seja o Bruno Henrique. Mas temos muitos jogadores bons. E espero que o Andreas Pereira cumpra o que prometeu, que é dar uma Libertadores para nós”, brincou a jornalista.
O clima em casa
A semana pré-final tem sido intensa. “Como eu disse para o meu namorado palmeirense, eu sou Palmeiras desde pequena nessa Libertadores… torço pelo Palmeiras ser campeão”, ironiza. Em seguida, brinca: “Nada que uma torcida contra, né?”
O casal tem uma superstição curiosa, pois sempre que assistem juntos Flamengo x Palmeiras, o Fla vence. “Já falei para ele que vou assistir na casa dele, mas ele não quer deixar”, disse.
E se o Flamengo for campeão? Thaylla já imagina até o clima pós-jogo. “Na final de 2021, eu fiquei arrasada, mas tive que ver ele normal. Ele ficou me zoando a semana inteira. Agora não será diferente.”
“Ser palmeirense é algo que se sente”
Jean Moraes fala do Palmeiras com a naturalidade de quem vive o clube. “Ser palmeirense é carregar no peito um sentimento que não se explica, se sente”, resume o servidor público logo no início.
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Aos 31 anos, Jean guarda com carinho um momento marcante no Allianz Parque. “Se tem um momento especial, foi a noite mágica de Palmeiras 4 x 1 Guarani, em março de 2020. Fui sozinho assistir ao jogo. Naquele dia pude sentir de perto a energia do estádio e da torcida.”
Sobre chegar a mais uma final de Libertadores, o sentimento é de arrepio. “É uma sensação única. Ver seu time lá disputando chega a arrepiar. É impossível não sentir a ansiedade tomando conta.”
Jean admite que a aproximação da partida mexeu com ele. “Eu estava tranquilo até chegar esta semana da final. Mas parece que esses dias demoraram para passar. O Flamengo tem sido um grande rival, especialmente porque ambos vêm disputando títulos constantemente desde 2015.”
E na visão dele, o Palmeiras tem um trunfo essencial, que é o treinador. “O Palmeiras tem um grande técnico, que considero um dos melhores da história. Ele pensa sempre no coletivo, tem um psicológico fortíssimo e transmite ao elenco aquela mentalidade de nunca desistir até o último apito”, disse Jean ao #rdnews.
Para decidir, ele aposta em mais de um nome. “Gustavo Gómez, Raphael Veiga ou Vitor Roque.”
Jean tenta manter a tranquilidade em casa. “Eu não sou muito de provocar antes do jogo”, afirma. Mas reconhece que a namorada está sensível ao tema. “A Thaylla está um pouco com raiva, já que eles perderam duas finais recentemente para o Palmeiras.”
E projeta o que virá se o Palmeiras levantar a taça. “Acredito que ela não vai querer me ver tão cedo caso o Palmeiras seja campeão.” Sobre a convivência pós-jogo, aceita a realidade com humor. “Acho que ela não vai me suportar", brincou o palmeirense.
Surpresa no Allianz Parque
Um dos capítulos mais marcantes do relacionamento surgiu quando Thaylla decidiu presenteá-lo com uma experiência inesquecível no Allianz Parque.
“Eu queria fazer uma surpresa, então comprei passagens, reservei um flat em frente ao estádio e coloquei tudo em uma caixa, escrito que íamos para São Paulo assistir ao último jogo do Palmeiras antes da Libertadores”, conta Thaylla.
Jean se emociona ao lembrar. “Foi especial e único. Ela me deixou extremamente feliz. E acredito que ela quase virou palmeirense naquela noite, porque viu de perto como a nossa torcida é incrível.”
Entre risos, Thaylla admite: “Mesmo eu não gostando do Palmeiras, eu fui para agradar ele. E tenho que dizer… achei incrível a torcida deles.”
Arte/Rdnews
Final dividida
Neste sábado, o casal vai torcer em lados opostos, provavelmente até em cômodos separados. Mas, independentemente do resultado, o amor que os une parece resistir até às maiores rivalidades do futebol.
Entre provocações, promessas e lembranças, eles representam, de forma leve e divertida, a essência do esporte, com rivalidade, paixão e, acima de tudo, emoção.
Flamengo e Palmeiras se enfrentam neste sábado (29), às 18h (de Brasília), no estádio Monumental, em Lima, no Peru. pela grande final da Libertaodores 2025.