Presidente aponta crescimento do beach tennis em MT e destaca estrutura do Pan-Americano
Jurandir Lima celebra Pan-Americano em Cuiabá e mira legado para o beach tennis em MT
A realização do Campeonato Pan-Americano de Beach Tennis em Cuiabá representa, para a Federação Mato-grossense de Tênis (FMTT), o resultado de um trabalho desenvolvido nos últimos anos para colocar Mato Grosso no mapa dos grandes eventos nacionais e internacionais da modalidade. Presidente da entidade, Jurandir Lima participou diretamente da articulação para trazer a competição para a capital e destacou os bastidores da escolha de Cuiabá como sede.
O Pan-Americano, que reúne 284 atletas de 16 países no CT Pantanal, no estacionamento do Shopping Pantanal, estava inicialmente previsto para acontecer no Chile. Com a desistência do país, a Confederação Brasileira de Tênis abriu a possibilidade para que o Brasil recebesse o evento, e Mato Grosso entrou na disputa.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Segundo Jurandir, a Federação Mato-grossense de Tênis apresentou a estrutura e a capacidade de Cuiabá para receber uma competição de grande porte.
“Na verdade, esse Pan-Americano era para ter acontecido no Chile. O Chile declinou e perguntaram se o Brasil gostaria de fazer. Quando a gente soube da notícia, nos candidatamos junto com a CBT e falamos: Cuiabá tem condições de receber um evento desse tamanho. A gente tem estrutura hoteleira, gastronômica e condições de construir as quadras”, explicou em entrevista ao #rdnews.
Além de Mato Grosso, outros estados demonstraram interesse em sediar a competição. Para Jurandir, o histórico recente de grandes torneios realizados no estado foi determinante para a escolha da capital.
“Eu acho que pela história que a gente vem construindo nesses três anos de gestão. A gente vem entregando muitos torneios importantes. Fizemos dois BT400, fizemos BT200 no interior, BT100 aqui em Cuiabá, BT50, temos um circuito sólido de BT10. Fora esses, temos também duas etapas internacionais de tênis aqui, com premiação de 30 mil dólares cada”, afirmou.
Para o dirigente, levar uma competição desse porte para Mato Grosso também representa uma oportunidade de descentralizar o calendário do beach tennis brasileiro, tradicionalmente concentrado em grandes centros.
“É importante sair de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e trazer para uma outra região, uma região linda que é a nossa, uma cidade acolhedora. Para a gente é muito importante, é muito gratificante”, destacou.
Jurandir avalia que a realização do Pan-Americano também amplia a visibilidade de Mato Grosso dentro do calendário internacional da modalidade. De acordo com ele, a Federação já vem trabalhando com competições internacionais desde 2023.
“Desde 2023 a Federação Mato-grossense de Tênis realiza eventos internacionais de beach tennis. Começamos com o BT100 em 2023, fizemos um BT200 em 2024. Em 2025 abrimos o leque, fizemos BT200, BT400 e BT100. E este ano novamente repetimos a dose e estamos fechando o ano com o Pan-Americano”, contou.
De acordo com o dirigente, a preparação para receber delegações de diferentes países começou antes mesmo da montagem das quadras. A federação criou uma estrutura de atendimento às delegações para organizar hospedagem, transporte, alimentação e logística.
“O trabalho começou lá atrás, quando tivemos a certeza de que iríamos sediar o Pan-Americano. Criamos um grupo com todas as delegações para dar todo o suporte de transporte e hotelaria. Fomos indicando os hotéis para cada delegação, os serviços de van, ônibus e alimentação”, explicou Jurandir.
Na parte estrutural, segundo o presidente, o projeto foi desenvolvido especificamente para atender às necessidades do campeonato. “Da parte estrutural, a gente tem grandes fornecedores aqui em Cuiabá. Desenhamos todo o croqui, fizemos todo o projeto e falamos: agora vamos executar”, relatou.
A estrutura montada no CT Pantanal conta com arquibancadas cobertas, praça de alimentação, bebidas e lojas, além das quadras utilizadas nas disputas.
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Brasil chega como potência mundial
Jurandir também destacou o momento vivido pelo beach tennis brasileiro. Segundo ele, o país chega ao Pan-Americano como uma das principais forças da modalidade e tem condições de repetir o desempenho da edição anterior.
“O beach tennis no Brasil é uma potência mundial, quando o Brasil chega como franco favorito. No Pan-Americano do ano passado, o Brasil ganhou todas. Este ano tem grandes chances de ganhar todas”, afirmou.
Para o dirigente, a evolução brasileira transformou o país em uma referência mundial no esporte. “O beach tennis mundial acontece no Brasil. Hoje o Brasil é o carro-chefe do beach tennis. É um esporte que nasceu na Itália, mas se tornou um esporte brasileiro”, destacou.
Questionado sobre o legado para Mato Grosso, Jurandir espera que o Pan-Americano deixe um grande desenvolvimento do esporte no estado.
“A gente pensa em deixar um legado muito importante para o esporte como um todo, principalmente para o tênis e para o beach tennis. A nossa gestão é toda voltada para colocar Mato Grosso no mapa nacional e internacional do tênis e do beach tennis. Acho que vamos deixar um legado bem bacana e mostrar que Mato Grosso sabe fazer grandes eventos”, completou.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Próximos passos
O Pan-Americano encerra o calendário da Federação Mato-grossense de Tênis neste ano. A expectativa, segundo Jurandir, é ampliar a quantidade de competições internacionais no estado na próxima temporada.
“Este ano a gente encerra aqui. Ano que vem pensamos em repetir a dose deste ano e aumentar as chances dos torneios internacionais”, concluiu.
O Campeonato Pan-Americano de Beach Tennis segue até neste domingo (27), no CT Pantanal, com entrada gratuita. Os jogos começam às 8h30, têm pausa para o almoço e são retomados a partir das 15h. No domingo, as partidas decisivas começam às 9h.